Mato Grosso

Suspeita em mais de 40 ocorrências de crimes patrimoniais é presa mais uma vez

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Mato Grosso

Da Redação

Uma mulher de 28 anos foi presa mais uma vez pela Polícia Civil, na região nordeste do estado, pelo crime de furto qualificado. Desta vez, ela foi detida em flagrante por policiais da Delegacia de Santa Terezinha (1.312 km a nordeste de Cuiabá), com apoio da Polícia Militar, horas após invadir uma casa, com a ajuda de um comparsa, e furtar R$ 9 mil reais de uma vítima.

A mulher é suspeita de dezenas de crimes patrimoniais praticados na região noroeste do estado, desde 2012. Um levantamento feito pelas Delegacias da Polícia Civil de Santa Terezinha e de Vila Rica aponta que entre 2012 e este ano, há 42 registros de furto e outros três roubos, no mesmo período, praticados pela suspeita. Ela foi presa em várias ocasiões, mas voltava a cometer os delitos.

De acordo com o delegado José Ramon Leite, a suspeita costuma furtar pessoas idosas, especialmente pela impossibilidade de reação da maioria das vítimas. “Além disso, ela demonstra descaso e coloca em descrédito a atuação das forças de segurança, agindo com convicção da impunidade”, explica o delegado.

No delito mais recente, ocorrido na madrugada desta quinta-feira (27), a suspeita e mais um homem de 38 anos invadiu uma residência de uma comerciante, no centro da cidade, e furtou R$ 9 mil da vítima.

Após diligências realizadas pela equipe da delegacia, os suspeitos foram localizados e durante interrogatório confessaram o furto, informando entraram na residência pela janela do banheiro e pegaram o dinheiro em uma bolsa e saíram pela porta da frente, que estava com a chave no trinco.

Após a abordagem, a dupla indicou aos policiais onde estava o dinheiro. Escondidas dentro de um buraco entre o muro e a casa do suspeito foram encontradas as cédulas de 20, 50 e 100 reais, além de moedas em diferentes valores totalizando R$ 8 mil recuperados.

Os dois foram conduzidos à delegacia e autuados em flagrante. O delegado José Ramon representou à Justiça pela conversão do flagrante em prisão preventiva.

 

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MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes

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O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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