Mato Grosso

STJ homologa delação de conselheiro afastado Sérgio Ricardo

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Mato Grosso

Da Redação

Segundo o Jornal A Gazeta desta sexta-feira (21), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) homologa a delação premiada de do conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Sérgio Ricardo.

De acordo com o veículo de comunicação, apesar de apenas ter sido divulgada hoje, a homologação da delação já estava em curso no STJ, já que um inquérito policial foi encaminhado à Sétima Vara Criminal de Cuiabá na última segunda-feira (17). O pedido foi classificado como ‘urgente’ e teria surgido de outro inquérito de 2015 pelo STJ.

Após a divulgação da informação, corem nos bastidores que uma operação da Polícia Federal (PF) poderá ser deflagrada contra alvos da “Operação Malebolge” e poderá resultar em várias prisões.

Operação Malebolge

A operação foi deflagrada em 14 de setembro de 2017 pela Polícia Federal (PF) e fazia parte da 12ª fase da Operação Ararath. A missão da operação era cumprir sessenta e quatro mandados de busca e apreensão em nove cidades de Mato Grosso e ainda Brasília e São Paulo. A ação resultou no afastamento de cinco conselheiros do TCE de Mato Grosso, entre eles Sérgio Ricardo.

Foto: Marcos Bergamaço/TCE

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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