Mato Grosso
Sogro mata genro após presenciar agressão contra a filha
Mato Grosso
Da Redação
Um empresário e fazendeiro identificado como Faisal Ibrahaim Abdularhnan Younes, 49 anos, conhecido popularmente como ‘Árabe’, foi morto pelo sogro após supostamente ter agredido a esposa. O fato aconteceu na manhã desta quarta-feira (12), na cidade de Matupá (695 km de Cuiabá).
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar (PM) foi acionada para atender um suposto atropelamento na rua 7, porém quando chegaram no local, os policiais encontraram a vítima caída no chão e com uma das mãos decepadas, além de ferimentos por todo o corpo.
Segundo testemunhas, o fato não se tratava de um atropelamento, elas narraram que o homem havia sido vítima de homicídio e o autor seria o pai de sua esposa que usou um facão para matar o genro e decepar a mão do mesmo.
Ainda de acordo com informações, a esposa e a vítima tiveram uma discussão na noite de terça-feira (11), na ocasião, Faisal teria agredido a companheira que ligou para o pai vir busca-la, o sogro então foi até a residência do casal e pegou a mulher, já o filho do casal ficou com o pai.
Durante a noite, o filho do casal teria passado mal e foi levado para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), local que a esposa e a vítima teriam novamente se desentendido, dando início a uma nova discussão que resultou em agressão contra a mulher.
Novamente a esposa ligou para o pai e pediu que o mesmo fosse até a unidade de saúde para busca-la e leva-la até sua casa onde buscaria seu filho que a está altura já havia sido levado para casa pelo pai. Já no local, uma nova discussão aconteceu e novamente Faisal teria agredido a esposa, desta vez na presença do sogro que se descontrolou e desferiu golpes de facão contra a vítima e fugiu do local.
Uma equipe de Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) esteve no local juntamente com agentes da Polícia Judiciária Civil (PJC) onde deram inicio aos trabalhos de investigação. A esposa de Faisal estava no local no momento da chegada dos policiais e foi encaminhada para prestar depoimento na delegacia.
A PJC continua investigando o crime.
Foto: Divulgação
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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