Mato Grosso
Sistema de radiocomunicação digital será implantado em 12 municípios do estado
Mato Grosso
Da Redação
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) vai implantar no próximo ano, o sistema de radiocomunicação digital em unidades da Polícia Militar (PM-MT), Polícia Judiciária Civil (PJC-MT), Corpo de Bombeiros Militar (CBM-MT) e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Inicialmente, a tecnologia será disponibilizada para 12 cidades e dois distritos do estado. O aporte financeiro destinado ao incremento da comunicação chega a quase R$ 10 milhões. A previsão é que em abril de 2020 o serviço já esteja efetivado.
No total, serão adquiridas 950 unidades de rádio portátil, 160 rádios móveis e 80 fixos, além de outros materiais necessários para a radiocomunicação. Os recursos são oriundos de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado entre a Sesp e o Ministério Público Estadual (MPE), por meio do Núcleo de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa, que destinou pagamento de transação penal para o investimento na área.
Serão contemplados os municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Poconé, Barão de Melgaço, Santo Antônio de Leverger, Nossa Senhora do Livramento, Jangada, Acorizal, Chapada dos Guimarães, Rosário Oeste, Nova Brasilândia, Planalto da Serra e os distritos de Agrovila das Palmeiras e Paraíso do Manso.
O secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp, coronel PM Victor Fortes, disse que a inserção da tecnologia digital no sistema de comunicação das unidades trará mais rapidez e segurança na comunicação.
“Este investimento é importante, pois vai permitir uma maior abrangência de comunicação e qualidade na informação. O Ciosp (Centro Integrado de Operações de Segurança Pública) ganha, pois teremos uma comunicação totalmente digital, segura e criptografada. Tudo isso vai possibilitar a segurança dos profissionais que atuam na ponta e do cidadão que precisa de atendimento. A digitalização é um avanço muito grande, um legado para as unidades das forças de segurança”, destaca.
Segundo o coordenador do Ciosp, tenente coronel PM Siziéboro Elvis de Oliveira Barbosa, a mudança de comunicação analógica para a digital traz mais agilidade para o atendimento das ocorrências policiais.
“O que muda é a segurança da informação, pois na configuração digital os dados são criptografados, ou seja, não terá nenhum tipo de interferência. Este método possibilita também uma comunicação sem ruído, objetivando maior clareza. A tecnologia vai permitir ainda o aumento da área de cobertura. Por exemplo, um policial aqui do Ciosp poderá falar com o profissional que está na ocorrência”, enfatiza.
Além da região metropolitana de Cuiabá, a Sesp planeja abranger a radiocomunicação digital para o efetivo que atua na fronteira de Mato Grosso com a Bolívia. O sistema está em fase de implantação.
Foto: PM-MT
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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