Mato Grosso
Silval Barbosa e outros cinco são denunciados pelo esquema “mensalinho”
Mato Grosso
Da Redação
O ex-governador de Mato Grosso, Silval Barbosa virou réu no caso do “mensalinho”, propinas pagas para deputados e ex-deputados estaduais para que os mesmos aprovassem os projetos do Governo do Estado na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Além de Silval, outras cinco pessoas também se tornaram réus no processo.
A denuncia foi oferecida pelo Ministério Público Estadual e aceita pe juíza da Vara de Ação Civil Pública e Popular, Celia Vidotti. Foram anexados ao processo, vários vídeos em que deputados aparecem recebendo maços de dinheiro do então chefe de gabinete Silvio Corrêa Araújo, dentro do Palácio do Paiaguás.
Além de Silval, tornaram-se réus na ação: os ex-secretários Pedro Nadaf (Casa Civil), Mauricio Guimarães (Secopa), Valdisio Viriato (Adjunto de Transporte e Pavimentação Urbana), ainda o chefe de gabinete de Silval, Silvio Corrêa e o ex-deputado estadual Carlos Azambuja.
A denuncia, apresenta o ex-governador como chefe de uma organização criminosa. “Apontam para a existência de uma organização liderada, à época pelo requerido Silval da Cunha Barbosa que, em tese, pagou propinas a deputados estaduais da legislatura à época dos fatos para garantir apoio da Assembleia Legislativa Estadual na aprovação de propostas legislativas pelo então governador”. Diz trecho da denúncia.
Silval Barbosa chegou a confessar os pagamentos em sua delação premiada, além disso ele afirmou que os pagamentos se tratavam mesmo de propina. “Aliado ao registro visual do evento –[…] a forma como foi operado o desvio de recursos públicos e o pagamento de propina foi exposta em detalhes pelos co-requeridos em colaboração premiada, de forma que, ao contrario do que sustenta o requerido, há indícios mínimos, mas suficientes para a propositura desta ação”, disse a juíza.
Foto: Divulgação
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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