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Sesp arrecada mais de R$ 1 milhão em leilão de bens apreendidos do tráfico

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Da Redação

A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) arrecadou mais de R$ 1,1 milhão em um leilão realizado com bens apreendidos no combate ao tráfico de drogas no Estado. O leilão de veículos, imóvel e aeronave foi realizado em janeiro pela Secretaria Adjunta de Justiça (Saju) e o recurso arrecadado será destinado ao Fundo Nacional Antidrogas.

Um dos bens arrematados foi uma residência com mais de 125 m² no município de Várzea Grande ao custo de R$ 222 mil. O lance inicial era de pouco mais de R$ 136 mil. Ao todo, 92 bens que estavam disponíveis foram adquiridos.

A secretária da Saju, Lenice Silva, destaca que o resultado do leilão surpreendeu pelo valor alcançado. “Pelo lance inicial dos bens, a nossa expectativa era de que fôssemos alcançar R$ 173 mil. Mas o valor arrecadado ultrapassou em mais de 300% a nossa previsão. Este leilão teve o diferencial de ter um imóvel com perdimento entre os bens disponíveis. Isso é um avanço para o Estado”.

Lenice afirma ainda que um novo leilão está previsto para o mês de março. “Já estamos fazendo o levantamento dos bens que estarão na segunda edição do ano”.

Somente com a venda da aeronave, carros e barcos foi levantado o valor de mais de R$ 931 mil. Os bens estavam localizados nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Cáceres. Além da opção eletrônica, o leilão também teve a modalidade presencial.

Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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