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Senador Wellington pede mais leitos e respiradores para Rondonópolis

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Da Redação.

Cidade que vem registrando um aumento considerável no número de covid-19, Rondonópolis pode ganhar novos respiradores e 31 leitos de UTI. O pedido foi feito pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT) ao Ministério da Saúde, na última sexta-feira (05.06).

No pedido, o senador registrou o fato de Rondonópolis ser pólo de 19 municípios, onde residem cerca de 550 mil moradores. Além disso, a estrutura do sistema de saúde não tem como garantir atendimento de qualidade dos casos de covid-19, assim como de outras demandas na área da saúde.

Hoje, 58% dos leitos destinados ao SUS no município são geridos por entidades sem fins lucrativos. Destes, 32% estão na Santa Casa de Misericórdia. “No total, são 325 leitos para atender a mais de meio milhão de habitantes”, lembra o parlamentar.

Os casos de covid-19 estão sendo atendidos no Hospital Municipal e na Unidade de Pronto Atendimento, que não possuem boa estrutura física para abarcar os casos de toda a região.

O governo do Estado também disponibilizou o Hospital Regional para atender os casos de covid-19, mas nem somando-se as três estruturas são suficientes, como reclama o prefeito José Carlos do Pátio.

Ao total, são 31 leitos destinados a atender os casos de covid-19. Mas como metade dos municípios não tem leitos de UTI, muitos pacientes são transferidos para cidades-pólos, como é o caso de Rondonópolis.

Recentemente, a Prefeitura Municipal adquiriu uma nova estrutura, onde já funcionou um hospital, depois transformado em hotel. No local, a administração pretende criar 50 novos leitos clínicos e, dessa forma, diminuir a demanda sobre o Hospital Municipal e a UPA.

Diante do aumento dos casos e da falta de estrutura no sistema de saúde, o prefeito José Carlos do Pátio resolveu fechar o comércio aos fins de semana. Somente os sérvios essenciais devem funcional. Além disso, ele instituiu um toque de recolher a partir das 22 horas.

Até a quinta-feira, o município registrou mais de 300 casos e 10 mortes.

“Rondonópolis atende a toda a região e novos respiradores e leitos vai beneficiar aos 19 municípios”, prevê o parlamentar.

Foto: Agência Senado.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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