Mato Grosso

Sema apreende grande quantidade de castanheira, espécie protegida por lei

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Mato Grosso

Da Redação

A operação Pinga Fogo resultou em apreensão inédita de madeira de corte proibido. Durante a ação fiscalizatória realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), agentes do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea) e Força Tática da Polícia Militar foram apreendidos 1.300m³ de madeira, sendo 470m³ de Castanheira, espécie protegida por lei. Os agentes avaliam que esta é a maior apreensão de madeira protegida por lei já realizada em Mato Grosso.

Quatro pessoas foram conduzidas para a delegacia por crimes contra a flora. Uma outra pessoa foi conduzida por porte ilegal de drogas e munições. A ação fiscalizatória teve início no dia 06 de janeiro e está sendo realizada  nos municípios de Nova Mutum, Cláudia, Marcelândia e Porto dos Gaúchos.

Até o momento, foram aplicados R$ 3 milhões em multas, embargadas três madeireiras e mil hectares por desmatamento em desconformidade com a legislação. Os equipamentos utilizados para a prática dos crimes ambientais também foram apreendidos, sendo três caminhões, sete tratores e onze motosserras.

Foto: Assessoria

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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