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Sem bom-senso e com deboche, Dilemário Alencar tumultua sessão em Cuiabá

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Mato Grosso

Da Redação

Durante sessão plenária da Câmara Municipal de Cuiabá, o vereador Dilemário Alencar adotou atitude com tremenda falta de bom-senso e em alto tom de deboche. O vereador tumultuou acidamente a reunião parlamentar, fazendo com que a principal pauta do dia, em torno de mais vacinas para atender à população cuiabana, ficasse em segundo plano. As palavras do vereador causaram má-impressão em todos que assistiram o desenrolar dos trabalhos do Legislativo e, principalmente, dos seus próprios pares da Casa de Leis. Dilemário sequer respeitou o presidente do Parlamento, Juca do Guaraná, assumindo atitude acintosa e desrespeitosa com o dirigente da Mesa Diretora; característica que vem se tornando comum na rotina do vereador Dilemário.

Juca do Guaraná destacou para Dilemário que não estava em pauta naquela sessão nenhum outro interesse que não fosse o de contribuir para a imunização coletiva da população, frisando ser papel do parlamentar zelar pelo bem-estar dos munícipes. “Num momento em que vivemos, de delicado enfrentamento a essa pandemia, não é hora de nenhum cidadão, principalmente políticos – que podem contribuir com os interesses públicos para ampliar o leque de vacinação -, enveredar-se por caminhos estranhos. O colega Dilemário parece desconhecer um princípio básico na democracia: o interesse coletivo, em defesa a sociedade, é prioridade absoluta em cima de qualquer desejo ou interesses individuais”, frisou.

Dilemário sequenciou outras posições desconexas aos trabalhos propostos para a referida sessão plenária. Na interpretação geral, seu posicionamento contraditório vai claramente de encontro à dor enlutada que muitas famílias enfrentam em Cuiabá há meses, em decorrência das baixas sofridas via covid-19. Consequentemente, faltou consciência cívica e humana ao referido parlamentar, posto que esse não é momento de desunião, mas de fortalecimento ampliado das hastes sociais. Somente dessa forma será possível vencer a ardilosa doença que tantas vidas já levou.

Em resumo, foi externado ainda que não é hora de ninguém formular conceitos pessoais que denigram instituições, pessoas, o Estado e o próprio país. O ideal, acaso o vereador Dilemário não tenha percebido, é promover somatória geral de esforços, ações  amparadas na fraternidade humana e não leviana, para assim tentar um caminho que seja de alívio para quantos respiram angústia geral. “Processo esse motivado por perdas familiares e mesmo pela sombria expectativa de milhares que se encontram internados e em situações delicadas, igualmente prostrados pelo vírus”, salientou Juca. 

 

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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