Mato Grosso
Seis são presos por furto em relojoaria em Várzea Grande
Mato Grosso
Da Redação
Seis pessoas foram presas nesta segunda-feira (10) acusadas de envolvimento em um furto de uma relojoaria no Bairro Jardim Glória I em Várzea Grande no último dia 8 de maio.
Segundo as informações a polícia chegou até os envolvidos após fazerem uma abordagem de um veículo Chevrolet Classic de cor cinza que foi usado para dar cobertura aos suspeitos durante o crime.
Thiago Bastos da Silva de 34 anos estava conduzindo o veículo envolvido pela Avenida Couto Magalhães em Várzea Grande quando foi abordado por policiais, após a abordagem o suspeito teria confessado a participação no furto e através de Thiago a polícia chegou até outros cinco suspeitos. Segundo o acusado ele teria recebido uma corrente de ouro como forma de pagamento por ter auxiliado os bandidos na ação.
Entre os acusados está o menor C.M.A.S de 17 anos, além do menor e do condutor do veículo foram presos: James de Oliveira Dantas de 23 anos, Alexandre Moraes de Souza de 19 anos, José Ivan de Jesus de 28 anos e Robert Rondon Nascimento de 20 anos.
Segundo o Tenente Yuri Bertazi todos possuem passagens pela polícia, Ivan José de Jesus possui um mandado de prisão em aberto por roubo. Na operação foram recuperadas trinta e cinco alianças, quatro correntes de ouro com pingente, seis relógios de ouro, uma pulseira de prata e cerca de R$216,00 em dinheiro, além dos materiais recuperados ainda foi apreendido na residência de um dos acusados um rádio VT sintonizado na frequência da Polícia Militar.
Uriel da Silva Marques de 33 anos também chegou a ser preso pela polícia após tentar desacatar e tentar impedir os trabalhos dos policiais, Uriel seria o proprietário do veículo apreendido que estava em posse de seu sobrinho Thiago após o proprietário ter locado o veículo para o mesmo trabalhar em aplicativos de caronas.
Os bandidos teriam entrado na relojoaria pelo telhado e furtado os produtos recuperados nesta segunda-feira, seis dos sete envolvidos devem responder pela participação do furto.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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