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Seis bandidos fazem fazendeiro, esposa e caseiro reféns em MT

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Mato Grosso

Da Redação

 

Cerca de 6 bandidos fizeram um fazendeiro, sua esposa e o caseiro reféns por mais seis horas. O crime ocorreu na fazenda Santa Laura, localizada a 4 quilômetros de Rosário Oeste (112 km de Cuiabá).

De acordo com boletim de ocorrência, o caseiro chegou à propriedade rural – por volta das 12 horas – quando foi abordado por dois homens, sendo que um deles estava armado com uma arma. Os bandidos foram violentos e acusaram o caseiro de ter uma arma na propriedade.

A vítima, porém, disse que o revólver estava na casa do irmão, em um sitio perto dali. Os bandidos então o levaram até o local e pediram para que ele mentisse dizendo que eram amigos. Com a história, ele convenceu o irmão entregar a arma. 

Os criminosos então retornaram ao local e forçaram o caseiro levar até a residência ao lado, na qual se encontrava a esposa do fazendeiro, que o aguardava. A mulher também foi rendida. 

Momentos depois, o fazendeiro chegou a propriedade e os bandidos a forçaram a acenar para ele, como sinal para vir até a casa. Chegando próximo a casa, outros três criminosos renderam o fazendeiro. 

Todos foram colocados dentro de um quarto enquanto os bandidos faziam “o limpa” na propriedade. As vítimas só conseguiram sair do local depois que eles fugiram, por volta das 19 horas. 

Foram levados celulares, televisões, dois animais de criação, uma moto Honda CGFan, uma moto serra de marca still 08, uma roçadeira a gasolina  e um valor em dinheiro de R$ 200. O carro Fiat Uno foi localizado mais tarde em diligências da Polícia. Dois criminosos foram presos.

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Julgamento é retomado com interrogatório dos réus

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O julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi retomado na manhã desta quarta-feira (30), no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Após o encerramento do primeiro dia de instrução, as partes desistiram da oitiva das testemunhas que ainda estavam arroladas para depor, permitindo o avanço da sessão para a fase de interrogatório dos réus.Os trabalhos foram reiniciados com o interrogatório de Antônio Gomes da Silva, apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como o autor dos disparos que resultaram na morte do advogado. Na sequência, também deverão ser interrogados os demais réus, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida (NDV). A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Também integra a acusação, como assistente, o advogado Giovani Santin.Durante o primeiro dia de julgamento, realizado na terça-feira (29), foram ouvidas seis testemunhas, entre elas delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal que atuaram nas investigações do caso. As oitivas abordaram a dinâmica do crime, o planejamento da ação criminosa e os elementos probatórios reunidos ao longo da apuração conduzida pelas forças de segurança.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins avaliou o primeiro dia como produtivo no que se refere à instrução e ao esclarecimento dos fatos. Ele destacou o papel do Ministério Público no Tribunal do Júri e criticou estratégias utilizadas para atacar a imagem da vítima.“Estamos defendendo a vida de um ser humano e aqui o Ministério Público tutela o direito à vida de qualquer pessoa, sem fazer qualquer tipo de discriminação. Justificar esse tipo de situação atacando a figura da vítima nada mais é do que uma retórica colocada a serviço da injustiça, da impunidade e daquilo que a sociedade não deseja”, afirmou o promotor de Justiça.O promotor de Justiça Samuel Frungilo lembrou ainda que, segundo a acusação, o envolvimento dos réus como executores e intermediários está demonstrado tanto pelas oitivas das testemunhas realizadas no primeiro dia quanto pelas investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal. “Essa organização foi contratada para matar Roberto Zampieri, e foi isso que fez”, afirmou.Conforme a denúncia oferecida pelo MPMT, Antônio Gomes da Silva é acusado de executar o homicídio. Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é apontado como integrante da empreitada criminosa.O julgamento prossegue ao longo do dia com os interrogatórios e as demais fases processuais previstas para o Tribunal do Júri.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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