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Sefaz deflagra Operação Maquinas Fantasmas e deverá fiscalizar cerca de 300 empresas em quatro cidades

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Da Redação

A Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) deflagrou mais uma operação nesta quarta-feira (04), voltada ao combate de fraudes fiscais em empresas do comércio varejista, bares e restaurantes. A operação que foi batizada de “Maquinas Fantasmas” tem como principal objetivo de identificar movimentações de cartões de crédito e débito que estejam em desacordo com a legislação vigente, outro objetivo é fiscalizar a emissão de documentos fiscais não autorizados pelo Fisco Estadual.

As empresas que estão sendo vistoriadas são aquelas nas quais foram denunciadas através do programa Nota MT no qual visa o incentivo na emissão de notas fiscais e a inclusão do CPF do consumidor, além de gerar receita para o Estado, o comprador ainda concorre a prêmios.

Após o início do programa, foi facilitado que os compradores pudessem denunciar empresas que se negassem a emitir nota fiscal ou incluir o CPF do consumidor na nota, caso a pessoa queira denunciar, ela pode realizar uma denúncia formal na Sefaz, além disso, no site do Nota MT, é possível fazer reclamações.

O superintendente do Sufis (Superintendência de Fiscalização), José Carlos Bezerra afirmou que a Sefaz está monitorando as reclamações dos consumidores que participam do Nota MT, ainda de acordo com Bezerra, a recomendação é que os consumidores estejam sempre dispostos a agir quando lhes forem negado o direito de emissão da Nota Fiscal de suas compras, isso é importante não apenas para o consumidor garantir sua participação no programa, mas também, para exercer o papel fiscalizador que todo cidadão tem direito, e assim desenvolver a consciência fiscal e o combate a concorrência desleal e sonegação de impostos.

A Operação Maquinas Fantasmas conta com a participação de 30 fiscais de tributos e segue até a sexta-feira (06), neste período, serão realizadas a identificação de possíveis inconsistências, irregularidades e fraudes tributárias que lesam os cofres públicos. Cerca de 300 empresas de pequeno e médio porte serão fiscalizadas nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Barra do Garças e Cáceres. 

A operação ainda visa a identificação de outras possíveis fraudes como por exemplo a utilização de equipamentos de pagamentos eletrônicos (maquinas de cartão) nas quais são vinculadas a outros CNPJs, o uso de mais de uma inscrição estadual para efetuar o faturamento de dados cadastrais e atividade comercial diferentes daqueles nos quais são informados na Sefaz.
Para saber se a empresa fiscalizada esta atuando de forma regular, os fiscais deverão verificar se há alguma omissão de receita tributável, para fiscalizar essa medida proibida, é realizado o cruzamento de informações entre operações financeiras do estabelecimento e as informações prestadas no Fisco, por meio de documentos fiscais como por exemplo a nota fiscal de consumidor eletrônica (NFCe) e a Escrituação Fiscal Digital (EFD).

Foto: Governo de MT

 

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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