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Secretária da Mulher visita espaço de acolhimento à vítima de violência no HMC

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Mato Grosso

Da Redação

A secretária municipal da Mulher, Luciana Zamproni, iniciou seus trabalhos à frente da inédita pasta, nesta quarta-feira (13), com a vistoria ao futuro espaço, dentro do Hospital Municipal de Cuiabá  (HMC), que será destinado ao acolhimento de vítimas de violência doméstica. A sala denominada Espaço de Acolhimento da Mulher foi um pedido da ativista Maria da Penha à primeira-dama Márcia Pinheiro durante o evento realizado sobre os 13 anos da Lei nº 11.340, em 2019, aqui na Capital.

Nesse primeiro momento, a titular da pasta teve a intenção de conhecer ‘in loco’ as dependências físicas e começar a estudar, junto à equipe, as formas estratégicas de acolhimento, além da inauguração do espaço que será um importante ‘braço’ no trabalho contra à violência doméstica dentre outros.

A intenção é prestar atendimentos às mulheres de uma forma especializada para determinados fins, de acordo com os encaminhamentos providos da equipe multiprofissionais.  “Nós iremos utilizar o espaço para além do acolhimento às mulheres vítimas de agressão. São mulheres que estiverem no ambulatório, que precisam amamentar seus filhos e outras que precisarem de algum atendimento direcionado por meio de psicólogos, assistente social e outros”, elencou.

Ainda de acordo com Zamproni, estar à frente da inédita secretaria complementará o trabalho da gestão Emanuel Pinheiro que já vem sendo desempenhado em prol das mulheres cuiabanas, os quais têm a primeira-dama Márcia Pinheiro como principal articuladora na área e idealizadora de programas.

Entre os principais objetivos será criar mecanismos e formas para às mulheres cuiabanas tenham maior acesso às informações e aos canais de denúncia para combater melhor a violência doméstica e familiar.

“Houve um aumento de 58% nos casos das mulheres vítimas de violência doméstica, mas elas não estão fazendo a denúncia porque estão no isolamento social e não podem sair de casa. Elas são controladas pelo marido. Temos que cuidar dessas mulheres, temos que nos atentar a isso “, reforçou.

O programa Qualifica 300 que tem ofertado oportunidade de capacitação profissional para mais de 4 mil mulheres e tem sido a maior política pública a nível municipal voltada à mulher está entre as prioridades, além Nova Casa de Amparo e demais ações pensadas em paralelo com a Assistência Social de Cuiabá.

 

 

Foto: Davi Valle

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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