Mato Grosso
Rotam prende quadrilha de assaltantes de veículos em Cuiabá
Mato Grosso
Da Redação
Equipe da Rotam (Ronda Ostensiva Tático Móvel) prendeu na madrugada desta sexta-feira (19.07) quatro pessoas envolvidas em uma tentativa de roubo e homicídio, no bairro CPA I, em Cuiabá.
A vítima de 35 anos relatou que estava trafegando perto do Ganha Tempo do CPA, quando foi surpreendida por cinco suspeitos, sendo três homens e duas mulheres, que estavam armados e atiraram contra o veículo. Como não obtiveram êxito no assalto, os suspeitos fugiram e se dispersaram e a vítima procurou a Polícia Militar.
Com as características físicas dos suspeitos, os primeiros reconhecidos e abordados foram um adolescente de 17 anos e L.K.B.O., de 19. Conforme os policiais, ambos estavam descalços e entraram em contradição ao explicar o motivo de estarem na região. A equipe do 3º BPM também prendeu J.P.B.P. (21).
O trio foi reconhecido pela vítima e confessou ter deixado a arma de fogo em uma casa próxima de um supermercado. No local, mesmo após vistoria, a arma não foi localizada. No entanto, os policiais encontraram, nas proximidades, um simulacro de arma de fogo, que, segundo um dos suspeitos, também teria sido usado na tentativa de assalto.
Já no bairro CPA III, os agentes da Rotam prenderam K.L.A.B. (19), que negou estar com a arma de fogo no momento da tentativa de roubo. Ela acrescentou que o grupo tinha o objetivo de roubar veículos. O quinto suspeito foi identificado, mas ainda não foi preso.
Os suspeitos e o simulacro de arma de fogo foram encaminhados à Central de Flagrante para as devidas providências.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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