Mato Grosso

Região Norte apresenta redução de 9% em homicídio e 28% em roubos

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Mato Grosso

Da Redação

 

O primeiro bimestre de 2018 na Região Integrada de Segurança Pública (Risp) do município de Sinop (a 500 km de Cuiabá) registrou redução de 28% nos crimes de roubo e 9% no crime de homicídio. Os dados são da Coordenadoria de Estatística e Análise Criminal da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) e são em comparação com o mesmo período de 2017.

Os municípios que apresentaram os melhores índices em reduções de homicídio nos meses de janeiro e fevereiro foram Tapurah, Cláudia e Vera, com redução de 100%. No mesmo período do ano passado foram contabilizadas duas mortes em Tapurah e Vera e uma em Cláudia. Em 2018, no mesmo período, não houve nenhum registro.

Outra cidade que apresentou queda foi o município de Sorriso (a 420 km de Cuiabá), com 50% de redução. Em 2017 foram registrados 10 homicídios em dois meses, já neste ano foram cinco casos. Já os municípios de Santa Carmem, União do Sul, Vera, Ipiranga do Norte e Itanhagá não registraram nenhum crime de homicídio em 2018.

Outro índice criminal que apresentou redução foi o roubo. Em Sinop, os registros foram 23% menor que no mesmo período do ano passado, enquanto que em Sorriso a queda foi de 52%. Outros municípios também registraram reduções, Feliz Natal (-75%) e Vera (-57%). Não houve registro de roubo nas cidades de Cláudia, Santa Carmem, União do Sul, Ipiranga do Norte e Nova Ubiratã.

O delegado Regional da Risp, Sérgio Ribeiro Araújo, disse que as reduções da criminalidade na região é resultado do incremento do governo do Estado em efetivo e viaturas.

“A nossa regional recebeu um aporte em investimento em pessoal e estrutura. Em Sinop, por exemplo, aumentamos a equipe de profissionais nas ruas da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) e a melhoria só foi possível por causa do aumento no efetivo”.

Ainda segundo o delegado, desde 2015 a regional conta com o trabalho do Grupo Armado de Resposta Rápida (GCCO), que realiza operações pontuais nos 11 municípios que compõe a Risp para o enfretamento à criminalidade.

O comandante regional da Polícia Militar, coronel PM Valter Razera, disse que os dados positivos alcançados fazem parte da metodologia de trabalho que é o intensificar as ações preventivas e ostensivas na região.

“Quero ressaltar o empenho dos nossos profissionais nos trabalhos desenvolvido nos municípios”, frisou Razera.

Mais investimentos

O município de Sorriso recebeu há pouco mais de um mês a primeira base aérea do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer). O hangar foi inaugurado para atender o policiamento aéreo das regiões Norte e Médio-Norte de Mato Grosso. A base conta com equipes da Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar (CBM-MT).

As equipes trabalham com um helicóptero, modelo “Esquilo”, e dois aviões “Air Tractors”, utilizados exclusivamente para combate a incêndios. O hangar foi construído para apoiar as instituições no enfrentamento à criminalidade, em operações policiais, ocorrências de crise, ações para cumprimentos de mandados de prisão, busca e apreensão, situações de risco como troca de tiros, resgates de pessoas vítimas de acidentes em estradas, matas e propriedades agrícolas, e combate a incêndios.

O comandante regional do Corpo de Bombeiros, tenente coronel BM Hector Péricles disse que a construção do hangar é um marco na história de Mato Grosso. “A efetivação desta obra é muito importante para região, pois vamos conseguir diminuir o tempo resposta nas ações de incêndios florestais. Aliado ao trabalho em prol do meio ambiente, o hangar também está apto para atuar em outras missões de segurança pública”, enfatizou.

O comandante ainda lembrou do maior incremento da história do Corpo de Bombeiros Militar no Estado. “De 2015 para cá foram chamados mais de 450 Bombeiros Militares. Há 10 anos não havia nenhum chamamento. A corporação ganhou e muito com a gestão atual”, enfatizou.

Ainda em Sorriso, as mulheres vítimas de violência doméstica ganharam um espaço adequado e individualizado para o atendimento. Trata-se da criação do Núcleo de Atendimento as Mulheres, que foi instalado no prédio da atual da Delegacia de Polícia. O novo espaço é resultado da parceria com a prefeitura do município.

Em março de 2018, o projeto arquitetônico da nova delegacia da Polícia Judiciária Civil (PJC) de Sorriso, foi apresentado ao governador Pedro Taques. O espaço terá 1.150 m² e abrigará os serviços ordinários e especializados de investigação policial, garantindo qualidade no atendimento à população e melhores condições de trabalho aos policiais. Para a construção do novo prédio, serão investidos quase R$ 900 mil oriundos de uma Termo de Ajustamento de Conduta (Tac) promovido pelo Ministério Público Estadual.

Obra recente

Na segunda-feira (26.03), o município de Sinop ganhou uma unidade do Ganha Tempo, dentre vários serviços a serem oferecidos está a emissão da 1ª e 2ª vias de RG e certidão de antecedentes criminais. O atendimento só será possível porque dentro da unidade há um posto da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

Todas as informações biométricas (impressão digital, fotografia e assinatura) serão capturadas digitalmente e enviadas automaticamente para o processamento em Cuiabá.

O atendimento é realizado das 13h às 18h com a supervisão de um papiloscopista.

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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