Mato Grosso

Racismo, preconceito , discriminação e xenofobia : vergonha do passado é inadmissível em 2021

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

O retrocesso de uma ação que não cabe em qualquer tipo de situação, ainda mais em um pais tão miscigenado como é o Brasil, onde a cultura e a mistura de raças é a principal característica de um povo resiliente, que mesmo em crise, cresce, que ainda nesta pandemia, como todas as adversidades, está conseguindo sobreviver, reestruturar e desenvolver, mas ainda existem retrógrados que insistem e persistem tentando qualificar um profissional, baseando em sua cor, raça, crença, classe social ou idade.

Nos últimos dias, dois casos que nem no século passado eram permitidos, chocaram a sociedade, ainda mais quando se está falando de dois agentes públicos, um dos casos é referente a secretária municipal de saúde da Cuiabá, Ozenira Félix, que utilizou da tribuna da Câmara Municipal, para expor graves atraques de racismo, que ela e sua família vem sofrendo.

“Não é a cor da minha pele que me define. Tenho uma história de vida muito maior que isso. Me desculpem, mas eu tinha que fazer isso porque está sendo um momento extremamente dolorido”, relatou a secretária.

Durante a sessão na Câmara Municipal de Cuiabá, a secretária Ozenira deixou bem claro que os ataque não partiram dos vereadores da Capital.

Foto: SECOM/CBA

“Não consigo esconder tamanha tristeza que estou sentindo. Sou uma profissional com vasta experiência no poder público, além de ser servidora efetiva da Saúde Estadual, não posso aceitar isso e comprometer todo o meu trabalho e ainda afetar a minha família. Sei que a minha presença aqui é para outra situação, mas não podia perder a oportunidade de aproveitar esse espaço como Casa do Povo para desabar, não estou falando como secretária, mas como ser humano que está se sentindo ofendida. O que mais me dói são os anos de trabalho comprometidos pela cor da minha pele”, desabafou.

Foto: Facebook

O cofundador do PSL em Mato Grosso, Emídio Antônio de Souza registrou um Boletim de Ocorrência (B.O) relatando as supostas atitudes que caracterizam crimes de discriminação e preconceito, realizada pelo suspeito Aécio Guerino de Souza Rodrigues, atual presidente do PSL no estado.

Emídio ainda relata no B.O, que há 23 está filiado no mesmo partido, que Aécio Rodrigues está atuando de forma que não condiz com a filosofia do partido, seguindo na contramão das diretrizes da sigla nacional, já que nas duas últimas eleições o apoio da regional, seguiu outros caminhos.

Foto: Facebook

De acordo com Emídio, as ações deliberadas por Aécio Rodrigues estão sendo motivadas por discriminação ou preconceito, o que resultou no registro do B.O.

Aécio Rodrigues foi procurado pela equipe de reportagem, mas até o fechamento da matéria não foi localizado.

Independente dos fatos, relatos, investigações, suspeitos de racismo, preconceito ou discriminação, as irregularidades deste tipo de atitudes são tipificadas como crimes, além de que fere todas as questões éticas, morais e sociais de um grupo, comunidade, cidade ou nação.

Foto: Getty Imagens/ V. Moryama

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Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher

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Grupo de pessoas em pé no plenário de uma câmara municipal segura placas vermelhas em formato de coração. Ao fundo, pare de madeira com a inscrição Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.

Plenário da Câmara Municipal com diversas mulheres assistindo a uma palestra. O palestrante está em pé na frente, e uma tela projeta conteúdo ao lado direito.Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.

“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.

Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.

De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.

“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.

Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.

Canais de denúncia:

180 – Todo território nacional

181 – Estado de Mato Grosso

197 – Polícia Civil

190 – Polícia Militar

Autor: Bruno Vicente

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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