Mato Grosso
“Quem espera sapato de defunto, morre descalço”: Fabinho não acredita na cassação do mandato de Lucimar
Mato Grosso
Da Redação
O vereador e presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Fábio Tardin (DEM) ao se referir na cassação do mandato da prefeita Lucimar Campos, descartou a possibilidade.
“Quem espera sapato de defunto, morre descalço”.
O julgamento que foi marcado para o dia 12 junho, o Tribunal Superior Eleitoral publicou nesta sexta-feira, 05.06.2020, a nova data, o que pode mudar totalmente o cenário da política na “Cidade Industrial”.
Caso a justiça afaste a prefeita Lucimar Campos, juntamente com o vice José Hazama, a Prefeitura passará a ser comandada pelo vereador e presidente da Câmara Municipal, Fabinho Tardin.
Para Fabinho, as hipóteses de cassação do mandato da prefeita Lucimar são muito pequenas, sem falar nos benefícios que sua gestão proporcionou na cidade, que deverá influenciar na decisão.
“Eu estou trabalhando para ser candidato do DEM, para ser um prefeito eleito legitimamente pelo voto do povo”, ressaltou Tardin.
O vereador ainda falou sobre os nomes que o grupo tem para disputar a eleição, como vários pretendentes deixaram a corrida eleitoral, entre eles o vice-prefeito José Hazama, o secretário de educação Silvio Fidelis e o secretário do obras Luiz Soares, a disputa ficou entre o vereador Fabinho e o ex-presidente da sigla Júlio Pacheco.
“O nome do candidato do grupo será definido através de pesquisa e convenção, respeito muito Júlio Pacheco, se for definido o nome dele, terá todo meu apoio, estamos prontos para trabalhar a candidatura”, declarou Fabinho.
Nos últimos dias, o cenário da política em Várzea Grande já mudou e muito, as definições estão se aproximando, porém, a decisão da Justiça poderá mudar ainda mais os rumos da eleição municipal.
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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