Mato Grosso

Quatro são identificados pela morte de professor em Juína, dois são presos

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

 

Quatro homens foram identificados pela Polícia Judiciária Civil no assassinato do professor  Denis Alves Farias, 44 anos, ocorrido na madrugada desta segunda-feira (19), em Juína, Entre eles está um adolescente de 17 anos que segue foragido junto com outro suspeito maior de idade. Outros dois envolvidos foram presos em flagrante pelo crime de homicídio doloso e associação criminosa.

Em ação investigativa da Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar, foram presos: Harisson Patricck de Oliveira Ferreira, 18 anos, e Vanderlei Justino Gonçalves, 21 anos. Um menor de 17 anos (J.M.C.F) e outro homem identificado apenas por Joabe estão foragidos.

O professor foi encontrado morto em sua casa, no bairro  Módulo 5. No local, os policiais encontraram o portão fechado e na residência havia sinais de sangue por toda a casa. O imóvel também encontrava-se revirado. Em um dos quartos, o corpo do professor foi encontrado (nu), deitado sobre a cama com vários sinais de perfurações.

A motocicleta da vítima havia sido levada assim como vários objetos da casa. A moto foi encontrada, após uma denúncia, no loteamento Flamboyam.

Segundo a apuração, o adolescente de 17 (J.M.C.F) e Harisson Patricck de Oliveira Ferreira estavam na casa da vítima e após consumo de bebida alcoólica e uso de entorpecentes executaram o professor com golpes de faca. Eles acabaram se ferindo também com cortes de faca.  

Os pegaram a motocicleta cor vermelha da vítima e foram até a casa da mãe de Harisson. Em razão dos ferimentos, o rapaz foi levado pelo Samu até o hospital e contou uma versão inverídica e completamente contrária do que havia ocorrido, ou seja, alegou que ele estava em companhia do menor e nas proximidades de um motel foi atacado por quatro rapazes.

A versão dada acabou desmascarada pela mãe e também pela irmã, que confirmaram que Harisson e o adolescente haviam matado o professor e, logo após, chegaram na casa com a motocicleta da vítima e um mochila com DVDs e um tênis de futebol que eram da vítima.

Um  notebook da vítima foi localizado enterrado no fundo do quintal debaixo de um fogão velho. O aparelho foi levado pelos, mas foi o equipamento quebrado porque, os suspeito acreditavam que no aparelho poderia haver imagens gravadas das câmeras de segurança da residência da vítima.  A ideia era vender o equipamento, no entanto notícias da morte da vítima tinham se espalhado pela cidade e então optaram por destruir e enterrar o aparelho visando apagar possíveis provas.

Na residência de Harisson foi localizado os documentos pessoais do menor,  os quais foram apreendidos. A equipe também localizou Vanderlei Justino Gonçalves, 21 anos. na UPA, que relatou que o menor  havia deixado em sua residência alguns pertences subtraídos da vítima. Ele levou os policiais até o local, onde foram apreendidos anéis e correntes pertencentes a vítima

Os objetos apreendidos, as testemunhas e o suspeito Vanderlei foram conduzidos para a Delegacia e autuados em flagrante. O suspeito Harisson Patrick também está preso, mas encontra-se ainda em observação médica na UPA.

O menor e o quarto envolvido (Joabe) estão foragidos. Todos serão indiciados por homicídio doloso e associação criminosa.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

Município regulariza medição da qualidade da água após TAC

Publicados

em


O Município de Itiquira (a 361 km de Cuiabá) regularizou o monitoramento da potabilidade da água fornecida à população, incluindo a análise de metais pesados e agrotóxicos. A medida atende compromisso firmado com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Promotoria de Justiça de Itiquira, em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado em maio deste ano no âmbito da política municipal de saneamento.As amostras foram coletadas em 12 pontos do sistema de abastecimento, sendo 11 locais de captação e a Estação de Tratamento de Água (ETA). Os exames contemplaram todos os parâmetros exigidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde, e apontaram resultados dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação.Segundo a Promotoria de Justiça, as análises realizadas anteriormente não incluíam alguns dos agrotóxicos mais utilizados na região e previstos no Anexo 9 da Portaria GM/MS nº 888/2021. Com a regularização do monitoramento, o controle passa a contemplar esses parâmetros.Além dos exames realizados por laboratório contratado pelo município, a Promotoria de Justiça de Itiquira solicitou ao Centro de Apoio Operacional às Execuções (CAEx) do MPMT a realização de uma contraprova. O objetivo é verificar se os resultados obtidos pelo laboratório privado são confirmados por análise independente.Nesta sexta-feira (2), representantes da Prefeitura de Itiquira, do Ministério Público e o professor doutor Domingos Sávio Barbosa, do Laboratório de Química Ambiental da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), reuniram-se para discutir a possibilidade de implantação de um monitoramento contínuo da qualidade da água, por meio de parceria com a instituição de ensino.Para o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, o avanço representa o cumprimento de uma demanda histórica da instituição e um importante passo para a proteção da saúde pública.“Essa é uma demanda antiga do Ministério Público. Houve compromissos firmados anteriormente e repactuados neste ano, mas o monitoramento era realizado de forma intermitente ou incompleta. Agora, o município avança para regularizar definitivamente a situação. Em um estado com uso intenso de agrotóxicos, é fundamental que a população tenha acesso a informações confiáveis sobre a qualidade da água que consome. O desafio é transformar essas análises em uma rotina permanente e fortalecer a transparência, permitindo que cada cidadão também exerça o papel de fiscal”, destacou.Transparência – Conforme previsto no TAC, todos os relatórios das análises ficarão disponíveis para consulta pública no site da Prefeitura de Itiquira. A medida busca garantir transparência e possibilitar o acompanhamento dos resultados pela sociedade. Eventuais reclamações ou inconsistências identificadas nos relatórios poderão ser comunicadas à Promotoria de Justiça de Itiquira por meio da Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso, inclusive de forma sigilosa.

Foto: Reprodução Instagram.

Fonte: Ministério Público MT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA