Mato Grosso

Quase 90% dos veículos roubados são recuperados em Cuiabá e Várzea Grande

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O resultado é reflexo do trabalho das polícias e do sistema de videomonitoramento OCR

Da Redação

 

Até outubro de 2017, 89% dos veículos alvos de roubo e furto em Cuiabá e Várzea Grande foram recuperados pelas forças de segurança. O resultado é reflexo das ações repressivas das polícias e do trabalho das câmeras de videomonitoramento OCR (Optical Character Recognition), uma tecnologia de leitura ótica das placas veiculares.

Os números já alcançados em menos de 10 meses de 2017 são maiores que os 12 meses do ano anterior. De janeiro a 20 de outubro dos 2.950 carros roubados ou furtados, 2.635 foram recuperados. Já em 2016, de janeiro a dezembro foram cadastrados 4.061 veículos furtados e 2.625 recuperados.

Os dados são do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). A lista dos veículos cadastrados é oriunda de queixas registradas pelo serviço de emergência, o 190 ou por meio da Delegacia Especializada em Roubos e Furtos de Veículos Automotores (DERFVAA).

A Sesp já possui três pontos de câmeras OCR. Diariamente, em horários de pico, as câmeras captam 300 placas de veículos por minuto.

Nesta quarta-feira (25.10), o sistema de segurança pública ganhou mais uma ferramenta para o enfrentamento à criminalidade. Recursos oriundos de ações trabalhistas do Ministério Público do Trabalho (MPT/MT) foram destinados para aquisição de mais duas câmeras de videomonitoramento OCR, que serão instaladas em ponto estratégico na capital.

O investimento de R$ 90 mil destinado a Segurança Pública também custeou a compra de três drones e cinco computadores.

O secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp, coronel PM Jonildo Assis, agradeceu parceria do Ministério Público do Trabalho e disse que ferramentas vão auxiliar nos serviços prestados à sociedade.

“Os equipamentos serão empregados pelas forças de segurança em várias situações. As câmeras de videomonitoramento é fundamental para a repressão aos crimes. Já com os drones, as unidades usarão para levantamento de área em situação de risco, produção de conhecimento e planejamento de operações. É uma ferramenta moderna e vai atender os anseios do sistema de segurança pública.

O procurador Rafael Mondego Figueiredo declarou ser um entusiasta da segurança pública e argumentou que a reversão de recursos em prol da sociedade já é uma prática do Ministério Público.

“Nós não somente reprimimos ações as normas trabalhistas, como também, quando obtemos alguma condenação em valores pecuniários, fazemos esta destinação a entidades que tem ganho de relevância pública. Pretendemos fazer novos atendimentos no futuro”, revelou.

Capacitação

Profissionais das unidades das forças de segurança, Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Corpo de Bombeiros Militar e Politec. A capacitação se iniciará em novembro.

A câmera OCR já estará em operação na primeira semana do mês que vem e os computadores serão instalados imediatamente no CICC.

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Julgamento é retomado com interrogatório dos réus

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O julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi retomado na manhã desta quarta-feira (30), no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Após o encerramento do primeiro dia de instrução, as partes desistiram da oitiva das testemunhas que ainda estavam arroladas para depor, permitindo o avanço da sessão para a fase de interrogatório dos réus.Os trabalhos foram reiniciados com o interrogatório de Antônio Gomes da Silva, apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como o autor dos disparos que resultaram na morte do advogado. Na sequência, também deverão ser interrogados os demais réus, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida (NDV). A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Também integra a acusação, como assistente, o advogado Giovani Santin.Durante o primeiro dia de julgamento, realizado na terça-feira (29), foram ouvidas seis testemunhas, entre elas delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal que atuaram nas investigações do caso. As oitivas abordaram a dinâmica do crime, o planejamento da ação criminosa e os elementos probatórios reunidos ao longo da apuração conduzida pelas forças de segurança.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins avaliou o primeiro dia como produtivo no que se refere à instrução e ao esclarecimento dos fatos. Ele destacou o papel do Ministério Público no Tribunal do Júri e criticou estratégias utilizadas para atacar a imagem da vítima.“Estamos defendendo a vida de um ser humano e aqui o Ministério Público tutela o direito à vida de qualquer pessoa, sem fazer qualquer tipo de discriminação. Justificar esse tipo de situação atacando a figura da vítima nada mais é do que uma retórica colocada a serviço da injustiça, da impunidade e daquilo que a sociedade não deseja”, afirmou o promotor de Justiça.O promotor de Justiça Samuel Frungilo lembrou ainda que, segundo a acusação, o envolvimento dos réus como executores e intermediários está demonstrado tanto pelas oitivas das testemunhas realizadas no primeiro dia quanto pelas investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal. “Essa organização foi contratada para matar Roberto Zampieri, e foi isso que fez”, afirmou.Conforme a denúncia oferecida pelo MPMT, Antônio Gomes da Silva é acusado de executar o homicídio. Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é apontado como integrante da empreitada criminosa.O julgamento prossegue ao longo do dia com os interrogatórios e as demais fases processuais previstas para o Tribunal do Júri.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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