Mato Grosso
Quadrilha rende caminhoneiros e rouba caminhão carregado com farinha de trigo em Rondonópolis
Mato Grosso
As duas vítimas, de 50 e 26 anos, ficaram reféns enquanto a quadrilha saqueava o veículo. Caminhoneiros aguardavam entrega do produto em um supermercado atacadista.
Da Redação
Dois caminhoneiros, de 50 e 26 anos, foram rendidos por assaltantes nesse sábado (14) em Rondonópolis, a 218 km de Cuiabá. Segundo a Polícia Civil, as vítimas saíram de Brasília, no Distrito Federal, e foram assaltadas enquanto aguardavam para fazer a entrega de um produto em um supermercado atacadista, no Centro.
Os criminosos, a carga e o veículo não foram localizados até o início da tarde deste domingo (15). De acordo com a Polícia Civil, os caminhoneiros disseram que saíram de Brasília no dia 11 de outubro e transportaram um caminhão carregado com farinha de trigo.
Ao chegarem em Rondonópolis, foram até o supermercado onde um funcionário recebeu a nota da carga. O funcionário pediu para que eles aguardassem para fazerem a descarga. Enquanto esperavam, um homem armado com um revólver os abordou e obrigou que dirigissem até um certo local.
O assaltante conduziu os caminhoneiros até o encontro de outros integrantes da quadrilha. Nesse momento, as vítimas disseram que tiveram que cobrir o rosto e que foram colocadas dentro de um carro. Os caminhoneiros ficaram nesse veículo e foram reféns de um assaltante enquanto os outros criminosos retiravam a carga do caminhão.
Os assaltantes disseram que só queriam a carga e que abandonariam o veículo depois que conseguissem o produto. Os caminhoneiros foram liberados e a quadrilha fugiu com a carga de farinha de trigo e com o caminhão. Os assaltantes não levaram carteiras ou celulares das vítimas.
Eles registraram um boletim de ocorrência na 1ª Delegacia da Polícia Civil em Rondonópolis. Por ficarem com os olhos cobertos durante o assalto, os caminhoneiros não souberam dar detalhes à polícia sobre os suspeitos.
Fonte: G1 MT
Foto: Divulgação
Mato Grosso
Julgamento é retomado com interrogatório dos réus
O julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi retomado na manhã desta quarta-feira (30), no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Após o encerramento do primeiro dia de instrução, as partes desistiram da oitiva das testemunhas que ainda estavam arroladas para depor, permitindo o avanço da sessão para a fase de interrogatório dos réus.Os trabalhos foram reiniciados com o interrogatório de Antônio Gomes da Silva, apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como o autor dos disparos que resultaram na morte do advogado. Na sequência, também deverão ser interrogados os demais réus, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida (NDV). A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Também integra a acusação, como assistente, o advogado Giovani Santin.Durante o primeiro dia de julgamento, realizado na terça-feira (29), foram ouvidas seis testemunhas, entre elas delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal que atuaram nas investigações do caso. As oitivas abordaram a dinâmica do crime, o planejamento da ação criminosa e os elementos probatórios reunidos ao longo da apuração conduzida pelas forças de segurança.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins avaliou o primeiro dia como produtivo no que se refere à instrução e ao esclarecimento dos fatos. Ele destacou o papel do Ministério Público no Tribunal do Júri e criticou estratégias utilizadas para atacar a imagem da vítima.“Estamos defendendo a vida de um ser humano e aqui o Ministério Público tutela o direito à vida de qualquer pessoa, sem fazer qualquer tipo de discriminação. Justificar esse tipo de situação atacando a figura da vítima nada mais é do que uma retórica colocada a serviço da injustiça, da impunidade e daquilo que a sociedade não deseja”, afirmou o promotor de Justiça.O promotor de Justiça Samuel Frungilo lembrou ainda que, segundo a acusação, o envolvimento dos réus como executores e intermediários está demonstrado tanto pelas oitivas das testemunhas realizadas no primeiro dia quanto pelas investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal. “Essa organização foi contratada para matar Roberto Zampieri, e foi isso que fez”, afirmou.Conforme a denúncia oferecida pelo MPMT, Antônio Gomes da Silva é acusado de executar o homicídio. Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é apontado como integrante da empreitada criminosa.O julgamento prossegue ao longo do dia com os interrogatórios e as demais fases processuais previstas para o Tribunal do Júri.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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