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Processo licitatória para construção da Avenida Contorno Leste entra na reta final

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Da Redação.

O processo licitatório para a contratação da empresa que executará a construção da Avenida Contorno Leste entrou na fase final de julgamento dos últimos recursos. A previsão é de que nas próximas semanas o resultado seja homologado e o contrato assinado. Dessa forma, a Prefeitura de Cuiabá deve iniciar em breve mais uma importante obra de infraestrutura na Capital.

A concorrência pública está dividida em dois lotes, sendo que para o primeiro, que compreende o trecho situado entre a Avenida Fernando Corrêa da Costa e o Rio Coxipó, 15 empresas foram validadas. Para o Lote 2, que abrange o percurso do Rio Coxipó até a Rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251), foram 11 propostas habilitadas. 

“Estamos prestes a concluir o certame dos dois lotes e também uma segunda licitação que é para a edificação de duas pontes sobre o Rio Coxipó. Esperamos que nas próximas semanas possamos dar início nesta obra que vai beneficiar cerca de 200 mil habitantes de mais de 40 bairros”, comenta o prefeito Emanuel Pinheiro. 

O PROJETO

Idealizada para ser a maior obra de infraestrutura dos últimos 50 anos, a Avenida Contorno Leste contará, ao longo de sua extensão, com todos os componentes de uma grande estrutura de mobilidade urbana. Conforme o projeto, a via terá 17,3 quilômetros de pista dupla, cada uma delas constituídas por duas faixas de rolamento, de 3,60 metros, e acostamento.

A avenida possuirá também ciclovia em todo o seu prolongamento, calçada e canteiro central. Além disso, em pontos estratégicos, serão construídas ao menos 13 rotatórias e duas pontes sobre o Rio Coxipó. Na construção, será investido R$ 125 milhões, oriundos de uma operação de crédito formalizada com a Caixa Econômica Federal (CEF). 

A obra será composta pelas etapas de terraplanagem, drenagem, pavimentação, sinalização e obras complementares. Na fase de terraplanagem estão previstos os serviços de escavação e compactação do solo. Para a parte de drenagem será construído todo o sistema de escoamento de águas pluviais como bueiros, dreno, meio-fio e sarjeta.

A partir disso, entra na reta final com a construção da pavimentação, na qual serão feitos os trabalhos de subleito, sub-base e base, e a cobertura da via com a massa asfáltica. Na sequência, será executada a sinalização viária horizontal e vertical. Por fim, a avenida será concluída com a instalação da iluminação e plantio de grama no canteiro central.

Foto: Prefeitura Cuiabá.

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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