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Principais nomes do PSDB para concorrer ao legislativo da capital em 2020 devem deixar o partido

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Da Redação

O Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) está passando por uma verdadeira barra pesada, pelo que tudo indica o partido terá grandes dificuldades para formar uma chapa na disputa eleitoral do próximo ano na capital.

A menos de um ano das próximas eleições a sigla perdeu três fortes nomes que podiam agregar muito no pleito eleitoral do próximo ano, os vereadores cuiabanos, Adevair Cabral (PSDB) deve acompanhar o companheiro de casa Misael Galvão e se mudar para o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), para a mudança, Adevair espera apenas a abertura da janela partidária para poder mudar de partido sem perder o mandato.

Outro parlamentar que pode estar preparando as malas para mudar também para o PTB, é o vereador Ricardo Saad (PSDB), que atualmente é presidente do Diretório Municipal do PSDB. Apesar de não estar conformado ainda, o tucano vem se aproximando do ex-prefeito e presidente do PTB, Chico Galindo (PTB) que teria convidado o vereador para integrar o partido e concorrer as eleições no próximo ano.

Mesmo que as mudanças se concretizem, os vereadores precisam esperar até abril de 2020 para poder migrar de partido sem perderem o mandato, isso porque a abertura da chamada “janela partidária” acontece nesta data.

Outro vereador que deve deixar o PSDB, é Renivaldo Nascimento (PSDB) que deve se mudar para o Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido do prefeito Emanuel Pinheiro que deve concorrer a reeleição no próximo ano.

Com a mudança, todos os parlamentares municipais do partido mudarão de sigla, até mesmo o suplente Maurélio Ribeiro, mudou para o MDB, onde também deverá se candidatar para vereador.

Desta forma, os quatro candidatos do PSDB mais votados podem deixar o partido, Reinaldo Nascimento foi o terceiro vereador mais votado em 2016, com 4.789 votos, ficou atrás apenas de Toninho de Souza (PSD) e o presidente da Câmara de Vereadores, Misael Galvão (PSB). Já o segundo parlamentar mais votado da sigla, Adevair Cabral, ficou na quarta colocação com 4.492 votos, seguido de Ricardo Saad que foi o terceiro mais votado do partido, e o sexto entre todos os candidatos com 4.053 votos.

Apesar de ter ficado na cola dos concorrentes, Maurélio Ribeiro ficou com a suplência, porém também ficou na casa dos quatro mil votos e por muito pouco não foi eleito, em 2016, ele teve 4.012 votos e ficou em sétimo lugar, mas devido ao coeficiente eleitoral não conquistou a vaga.

No total, os tucanos tiveram 19 candidatos nas eleições de 2016 nos quais, juntos, fizeram 29.905 votos e com isso conseguiram levar para a casa legislativa três vereadores.

A saída repentina dos principais nomes do  PSDB para concorrer as eleições do ano que vem, se dá devido a insatisfação por conta da grande influência dos deputados estaduais Wilson Santos (PSDB) que concorreu a prefeitura em 2016 e chegou a ir para o segundo turno contra Pinheiro, onde amargou uma derrota, ficando apenas com 39,59% dos votos, contra 60,41% de Emanuel Pinheiro.

Apesar de terem sido adversários nas eleições de 2016, atualmente Wilson Santos e Emanuel Pinheiro estão do mesmo lado, já que os parlamentares do PSDB fazem parte da base de sustentação do emedebista.

Em entrevista para a equipe de O Mato Grosso durante a inauguração do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), Wilson Santos afirmou categoricamente que não será candidato a prefeito em 2020, se isso de fato acontecer, há uma grande probabilidade do PSDB apoiar a provável candidatura à reeleição de Emanuel Pinheiro para o Palácio Alencastro.

Mas se depender dos parlamentares estaduais do partido, isso não irá acontecer, já que a grande maioria defende a construção de uma candidatura própria, um dos nomes que vem ganhando força nos bastidores, é o nome do empresário Carlos Nigro, porém absolutamente nada confirmado, apenas vem se desenhando lentamente.

Mas apesar de tantas dúvidas quanto as eleições para 2020, uma única certeza pode ser dita. O PSDB precisa correr para agregar grandes nomes para concorrer as eleições do próximo ano para a Casa de Leis, caso contrário poderá perder a sua representatividade na Câmara Municipal de Cuiabá.

Foto: Câmera de Vereadores

 

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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