Mato Grosso
“Presente de Grego”: cerca de R$ 1 milhão por ano, será o custo salarial dos vereadores de Rosário Oeste
Mato Grosso
Da Redação.
“Papai Noel antecipado”, assim está sendo vista a atitude da maioria dos vereadores da Câmara Municipal de Rosário Oeste, que na última sessão realizada no dia, 15.12.2020, aprovou o aumento salarial, como também da verba indenizatória para o próximo prefeito, vice-prefeito e vereadores.
“Presente natalino de grego para população de Rosário Oeste”.

De acordo com os decretos 002 e 003/2020, a remuneração para o prefeito em 2021 passa a ser de R$ 20 mil, para o vice-prefeito R$ 15 mil, e os vereadores receberão R$ 6 mil, mais as verbas indenizatórias.

“Nem começaram a trabalhar e já receberam aumento salarial”.
Vale ressaltar que os vereadores de Rosário Oeste, realizam em média, duas sessões durante o mês todo, ou seja, aparecem na Câmara Municipal efetivamente, de 15 em 15 dias, recebendo assim para cada presença, uma bagatela de cerca de R$ 3 mil, mais a verba indenizatória.
“Ao todo, são (11) vereadores eleitos no município, que custarão para sociedade, só em remuneração aos parlamentares, cerca de R$ 100 mil, por mês, uma bagatela que gira em torno de R$ 1 milhão por ano, para o povo de Rosário Oeste pagar aos vereadores”.

Foto: Divulgação.
Indo na contramão da realidade econômica, já que o período ainda é de crise, devido a pandemia do Covid-19, quando muita gente teve os salários reduzidos, ou até mesmo perderam emprego e ficaram dependendo de ajudas e auxílios dos governos, a aprovação do aumento para os agentes políticos da gestão 2021-2024, causou revolta na população, que até momento, não entendeu porque causa, circunstância ou razão, esses políticos que ainda nem começaram a trabalhar, estarão sendo beneficiados com aumento salarial.
“É uma vergonha, alguém tem que fazer alguma coisa, seja o Ministério Público, a Polícia, o Tribunal de Justiça, isso é um verdadeiro assalto aos cofres públicos, olha que a gestão ainda nem começou, imagina quando começar, nós iremos organizar uma manifestação para impedir esta afronta com o dinheiro do povo”, disse um morador e empresário da cidade, que pediu para não ser identificado, temendo represaria.
Os vereadores que aprovaram o aumento, foram procurado para falar sobre o assunto, mas até o fechamento da matéria, nenhum foi localizado.
Foto: biorosario
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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