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Prefeitura e Senar promovem capacitação de produtores do Aguaçú

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A formação para operação de patrulha mecanizada faz parte das atividades do Agro da Gente e integra o programa Pra Frente Cuiabá

Da Redação

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico promove um curso para capacitação de produtores rurais da região do Aguaçú. Cerca de 15 pessoas, indicados por lideranças locais irão aprender a pilotar patrulha mecanizada. O curso será ministrado pelo Senar gratuitamente, de 05 a 09 de julho, utilizando equipamento do Executivo Municipal. A formação faz parte das atividades do Agro da Gente e integra o programa Pra Frente Cuiabá.

“Valorizar a população do campo é um compromisso da minha gestão. Com o Agro da Gente e os demais eixos do programa Pra Frente Cuiabá, estamos apostando na nossa gente, investindo em capital humano para desenvolver nossa Cuiabá de forma unificada, campo e cidade”, disse o prefeito Emanuel Pinheiro.

O curso de operação de patrulha mecanizada será conduzido pelo Senar, parceiro da Prefeitura de Cuiabá em capacitação no campo. Cerca de 15 pessoas, residentes nas comunidades da Mineira e Marcolana. Como atividade prática, a turma vai limpar uma área de 30 hectares da região do Aguaçú, pertencente ao Município.

“Existe uma demanda reprimida, pois temos uma quantidade pequena de pessoas que sabem pilotar de forma correta esses equipamentos. E com o curso vamos suprir essa demanda, diminuindo custos de manutenção desse maquinário, porque o Senar vai ensinar aos produtores a maneira correta de operar, vamos diminuir também os custos com mão-de-obra, pois não será necessário contratar outras pessoas para realizar o serviço e também, aqueles que desejarem poderão fazer desse conhecimento uma fonte extra de rendimento”, disse o secretário de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Francisco Vuolo.

Dentre as ações que O Agro da Gente é um dos cinco eixos do programa Pra Frente Cuiabá, que vai desenvolver o fortalecimento da agricultura familiar, promover a qualificação técnica na produção do campo, incentivar as atividade da agroindústria, além de fomentar às cadeias produtivas do leite, peixe, frango e frutas, legumes e verduras.

Ações de infraestrutura, mobilidade urbana, fomento na geração de empregos, na produção do campo, resgate do turismo e valorização da cultura cuiabana se interseccionam para construir uma cidade cada vez mais sustentável, tecnológica, planejada e que proporcione qualidade de vida aos seus habitantes.

No Pra Frente Cuiabá, a proposta é organizar a cidade em polos e promover o desenvolvimento de forma linear e integrada, estimulando as capacidades de cada setor, se articulando também com a iniciativa privada e terceiro setor. O programa abarca cinco principais ações, já anunciadas: Sine da Gente, Enem Digital 5.0, Qualifica Cuiabá, Cuiabanco e Agro da Gente.

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Dólar sobe a R$ 5,19 após tom mais duro de presidente do Fed

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Em meio à turbulência provocada pelo tom mais duro do Banco Central dos Estados Unidos, o dólar voltou a aproximar-se de R$ 5,20 nesta sexta-feira (28). A bolsa de valores resistiu, garantindo a oitava sessão consecutiva de ganhos.

Os mercados reagiram à sinalização mais dura do presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, sobre a inflação nos Estados Unidos, que elevou as apostas de que o banco central estadunidense poderá aumentar os juros em setembro.

Principais números

  •     Dólar à vista: R$ 5,196 (0,62%);
  •     Dólar na semana: alta de 1,06%;
  •     Ibovespa: 175.664,62 pontos (0,3%);
  •     Ibovespa na semana: alta de 2,71%.

Câmbio

O dólar comercial operou em alta durante praticamente toda a sessão, acompanhando a valorização da moeda estadunidense no exterior após o discurso de Warsh no simpósio de Jackson Hole, encontro anual de presidentes de bancos centrais, nos Estados Unidos.

A moeda chegou a cair para R$ 5,1581 na abertura, mas ganhou força ao longo da manhã e atingiu a máxima de R$ 5,23, alta de 1,30%, por volta das 13h18. No fim do pregão, desacelerou, encerrando a semana vendida a R$ 5,196 (0,62%).

Com o resultado desta sexta-feira, o dólar acumulou alta de 1,06% na semana. No ano, porém, a moeda ainda registra queda de 5,34%.

A valorização da moeda estadunidense ocorreu após Warsh afirmar, em seu primeiro discurso em Jackson Hole, que o Federal Reserve ainda terá trabalho a fazer caso não haja confiança de que a inflação subjacente (que desconsidera preços de alimentos, energia e hipotecas) esteja retornando de maneira clara e suficientemente rápida à meta de 2%.

A sinalização aumentou os rendimentos dos títulos do Tesouro estadunidense e fortaleceu as apostas de uma eventual alta dos juros nos Estados Unidos em setembro. O título de dois anos do Tesouro estadunidense, particularmente sensível às expectativas para a política monetária do Fed, chegou a subir mais de 0,1 ponto percentual, atingindo rendimento de 4,35%.

O índice DXY, que acompanha o dólar diante de uma cesta de seis moedas fortes, subia 0,57% no fim da tarde, aos 99,668 pontos.

Mercado de trabalho

No Brasil, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) também influenciaram as expectativas para os juros. O país criou 58.568 vagas formais em julho, abaixo da estimativa das instituições financeiras.

O dado reforçou a percepção de desaceleração do mercado de trabalho e aumentou as apostas de que o Banco Central poderá reduzir a Taxa Selic (juros básicos da economia) em setembro. A expectativa predominante é de um corte de 0,25 ponto percentual, para 13,75%, com possibilidade de uma nova redução em novembro.

A Selic está atualmente em 14% ao ano, enquanto a taxa básica de juros dos Estados Unidos está na faixa de 3,50% a 3,75%. A diferença entre os juros dos dois países é um dos fatores que influenciam o fluxo internacional de recursos e, consequentemente, o câmbio.

Ibovespa 

Principal índice da B3, o Ibovespa também encerrou o pregão em alta, embora tenha perdido força depois da divulgação do discurso de Warsh. O índice chegou a superar os 176 mil pontos no início da sessão, mas fechou aos 175.664,62 pontos, com alta de 0,30%.

Foi a oitava alta consecutiva do Ibovespa. Na semana, o índice acumulou valorização de 2,71%. Em agosto, porém, ainda registra queda de 1,31%. No acumulado de 2026, a alta chega a 9,02%.

Os dados da B3 também mostram entrada líquida de recursos estrangeiros na bolsa paulista. Até o último dado disponível, o saldo positivo nos quatro pregões anteriores somava R$ 1,3 bilhão. No acumulado de agosto, entretanto, o fluxo estrangeiro ainda está negativo em R$ 18,7 bilhões.

Bolsas estadunidenses

Em Nova York, os principais índices acionários encerraram a sexta-feira em baixa, pressionados pela perspectiva de uma política monetária mais restritiva do Federal Reserve. O Nasdaq foi o mais afetado, depois de avançar mais de 1% na sessão anterior.

O Dow Jones, das empresas industriais, caiu 0,02%, aos 53.559,99 pontos. O S&P 500, das 500 maiores empresas, recuou 0,25%, para 7.711,73 pontos. O Nasdaq, das empresas de tecnologia, teve queda de 0,52%, aos 26.402,42 pontos.

A reação dos mercados estadunidenses refletiu principalmente a perspectiva de que o Fed poderá manter uma postura mais rígida diante da inflação. A alta dos rendimentos dos títulos públicos dos Estados Unidos reduziu o apetite por ativos de maior risco e contribuiu para a queda das bolsas no país.

* Com informações da Reuters



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