Mato Grosso
Prefeitura alcança êxito no desempenho do Índice de Gestão Fiscal Municipal (IGFM)
Mato Grosso
Da Redação
A Prefeitura de Cuiabá tem alcançado êxito desde que adotou o sistema criado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE), o Índice de Gestão Fiscal Municipal (IGFM-MT), que tem como principal objetivo manter o controle das informações sobre a qualidade da gestão fiscal, identificando a eficácia fiscal no equilíbrio das receitas e despesas, cujos resultados impactam diretamente nas políticas públicas do Município.
“Desde que assumi a gestão municipal, tenho trabalhado para atender às exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) a fim de manter sempre o equilíbrio das contas, quanto às despesas e receitas do Município, tendo como resultado final um atendimento de excelência e serviços de qualidade à população cuiabana”, declarou o prefeito Emanuel Pinheiro.
Todas as prioridades foram detalhadas no Mapa Estratégico, com foco específico na arrecadação de receitas próprias do município de Cuiabá. “Foram projetadas metas, por tributo até 2019, estabelecendo inclusive um objetivo referencial de estar entre as cem maiores cidades do Brasil em arrecadação. A atual administração tem atuado fortemente no setor do Planejamento Estratégico a fim de incorporar avanços importantes centrados nas receitas tributárias municipais em detrimento das despesas, e consequentemente, na definição dos objetivos e metas de curto e longo prazo com as respectivas estratégias”, ressaltou Pinheiro.
Para o processamento e apuração dos dados, a Secretaria Geral de Controle Externo do TCE utiliza como ferramenta de controle o Sistema de Auditoria Pública Informatizada de Contas (Aplic), cujas informações são compiladas no primeiro dia útil após o término do prazo para envio da carga mensal de dezembro, de acordo com os resultados dos índices de cada município, onde são consolidados com base nas informações e dados mensais e tempestivos enviados pelas unidades gestoras municipais.
Conforme avaliação feita pelo Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, a Prefeitura de Cuiabá obteve melhora do nível de maturidade fiscal, sendo possível captar recursos a serem aplicados nas políticas públicas do município, além de gerenciar a aplicação de recursos orçamentários e financeiros como forma de patrocinar os programas, projetos, inciativas e ações estratégicas sem, contudo comprometer o equilíbrio das contas públicas. Essas informações foram constatadas por meio de dados expressivos na Receita Tributária Própria auferindo.
DESBUROCRATIZAÇÃO
Desde 2012, Cuiabá vem implantando a gestão estratégica orientada para resultado com uma abordagem gerencial desenvolvida para enfrentar problemas organizacionais, tais como: como inércia na burocrática, atrasos, atenção excessiva a processos internos, pulverização de ações, distanciamento dos públicos-alvo ou incapacidade de produzir e demonstrar resultados. Processos que levavam, em média, 35 dias para análise, passaram a levar cerca de 15 dias e com expectativa de reduzir ainda mais esse intervalo, sobretudo na estratégia de criar valor e diferenciar-se na perspectiva da sociedade. Além disso, na interação com o cidadão destaca-se a otimização da legislação para reduzir a burocracia e o tempo médio de análise de processos fiscais, por exemplo, na Secretaria Municipal de Fazenda. As projeções foram pautadas na análise comparativa do potencial das receitas tributárias próprias (per capita) de Cuiabá com outras capitais e cidades de mesmo porte.
Os processos internos críticos da cadeia de valor como reengenharia de fluxos de processos críticos, sobretudo aos relacionados com a gestão fiscal, para a melhoria do orçamento equilibrado e exequível. Por exemplo, o cancelamento de nota fiscal que antes era manual e físico, passou a ser totalmente eletrônico, ou seja, o contribuinte pode cancelar uma nota sem precisar se deslocar à Secretaria Municipal de Fazenda.
Da mesma forma a modernização das secretarias diretamente ligadas à gestão fiscal para a implementação de serviços de tecnologia de informação, tornou possível utilizar ferramentas eletrônicas que agregaram valor para os cofres públicos.
AVANÇOS
Neste caso, a criação da declaração eletrônica para o segmento da saúde, permite o controle eficaz das deduções legais, mecanismo fundamental para o grande incremento de arrecadação e melhoria na fiscalização e ganhos para a sociedade. “Podemos destacar a realização de mutirões de conciliação fiscal que oportunizam aos contribuintes a quitação de dívidas com o município e voltarem a ter crédito, movimentando a economia local e ampliando, assim, a arrecadação dos cofres públicos e, consequentemente a aplicação do recurso, prioritariamente, no âmbito social com a prestação de serviços de qualidade à população”, destacou.
Outro avanço para tornar mais eficazes e eficientes na geração de valores para a sociedade foi o aprimoramento da gestão do aprendizado e conhecimento para que os servidores possam atuar de forma rápida e eficaz às mudanças das variáveis externas, levando em conta os aspectos do desempenho, valorização e reconhecimento, sobretudo nas secretarias de forte atuação sistêmica.
BOAS PRÁTICAS
O fisco municipal participa ativamente dos grupos de trabalho da Câmara Técnica Permanente e da Assembleia dos Secretários da Associação Brasileira das Secretarias de Fazenda das Capitais (ABRASF). Trata-se de um respeitado colegiado com grande prestígio técnico a nível nacional, para realização benchmarking, ampliando o aprendizado a partir das melhores (capitais) práticas de sucesso.
São boas práticas de gestão contemporâneas que consagram o planejamento estratégico como ferramenta importante para uma nova visão da função gerencial do Estado, visando a criação de valor público, ao superar o paradigma burocrático tradicional para um modelo de gestão focado em resultados traduzidos nos objetivos estratégicos, monitorados pelos indicadores, para atingimento de suas metas, alavancadas por iniciativas estratégicas, onde reunirão as principais ações, ao encontro das demandas sociais.
(Com informações da 14ª edição da Revista Técnica do Tribunal de Contas de Mato Grosso, disponível no portal www.tce.mt.gov.br. A matéria na íntegra sobre a Prefeitura de Cuiabá está nas páginas 37 a 40).
Fonte: Secom-CBA
Mato Grosso
Júri de policiais penais é adiado após dissolução do conselho
O julgamento de três réus, dois deles policiais penais, acusados de envolvimento no homicídio de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 2018, foi interrompido nesta terça-feira (13) após a dissolução do Conselho de Sentença. A decisão foi proferida pelo Juízo responsável pelo caso em razão da apresentação, pela defesa, de um relatório sigiloso que não constava nos autos disponíveis na Comarca de Primavera do Leste.A controvérsia sobre o documento foi levantada pelos advogados dos réus, que sustentaram que o relatório já havia sido juntado ao processo quando o feito tramitava na Comarca de Poxoréu. Segundo a defesa, o material não teria sido encaminhado quando os autos foram transferidos para Primavera do Leste, após o desaforamento do julgamento.Os promotores de Justiça Fabison Miranda Cardoso e Eduardo Antônio Ferreira Zaque, integrantes do Grupo de Atuação Especial do Tribunal do Júri (GaeJúri) do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), manifestaram-se pela impugnação do relatório, sustentando a impossibilidade de utilização do documento nas circunstâncias apresentadas e prosseguimento do Júri.“Após a oitiva de várias testemunhas, a defesa apresentou um relatório supostamente sigiloso. O processo tramitava em Poxoréu e foi desaforado para Primavera do Leste. Quando os autos foram encaminhados, esse anexo sigiloso não foi enviado. Todos fomos surpreendidos em plenário. O Ministério Público suscitou questão de ordem para que o relatório fosse excluído ou não fosse utilizado”, explicou o promotor de Justiça Fabison Miranda Cardoso.Diante da situação, a magistrada determinou a dissolução do Conselho de Sentença e redesignou o julgamento para o dia 20 de janeiro de 2027, às 8h. Antes da interrupção dos trabalhos, dez testemunhas chegaram a ser ouvidas em plenário.“Com a dissolução do Conselho de Sentença, é designada uma nova data para o julgamento. Um novo conselho será sorteado e as testemunhas arroladas pelo Ministério Público, pela defesa e pela assistência de acusação voltarão a ser ouvidas. O Júri recomeça desde o início, com novo sorteio dos jurados, já que os integrantes do conselho dissolvido tiveram contato direto com os fatos discutidos nesta sessão”, explicou o promotor de Justiça Eduardo Antônio Ferreira Zaque.O processo apura o assassinato de Giovanni Henrique Oliveira Lopes, ocorrido em 1º de maio de 2018, em Poxoréu. Conforme a denúncia do Ministério Público, após uma discussão iniciada durante o evento denominado Encontro de Violeiros, a vítima foi perseguida até uma residência, onde foi atingida por disparo de arma de fogo.Respondem ao júri o policial penal Fábio Domingos, acusado de homicídio qualificado por recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima e apontado pelo Ministério Público como autor do disparo fatal; o policial penal Carlos Jesus de Oliveira, denunciado por homicídio qualificado em concurso de pessoas; e Josane Francisca Dias de Souza, denunciada por disparo de arma de fogo.Segundo a acusação, durante a discussão ocorrida no estacionamento da festa, Josane Francisca Dias de Souza, esposa de Fábio Domingos, teria efetuado um disparo que atingiu a lataria do veículo conduzido por Giovanni Henrique Oliveira Lopes.Também figurava entre os denunciados por homicídio qualificado Patrício Francisco Dias, apontado pelo Ministério Público como participante da ação criminosa em concurso de pessoas. O processo em relação a ele, entretanto, foi extinto em razão de seu falecimento.De acordo com a denúncia, após a discussão ocorrida durante a festa, Fábio Domingos, Carlos Jesus de Oliveira e Patrício Francisco Dias teriam seguido a vítima e invadido a residência onde ela se encontrava, apresentando-se como policiais. Conforme a acusação, Giovanni Henrique Oliveira Lopes foi surpreendido dentro do imóvel e atingido por um disparo na cabeça, na frente do filho de 4 anos, na época.Com o adiamento, o caso voltará a ser submetido ao Tribunal do Júri em janeiro do próximo ano, quando um novo Conselho de Sentença será constituído para analisar as acusações formuladas pelo Ministério Público e as teses apresentadas pelas defesas.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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