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Prefeitos da Região Oeste discutem enfrentamento da criminalidade na fronteira

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Da Redação

Onze prefeitos dos municípios que compõem a Região Oeste do Estado visitaram nesta terça-feira (26.11), a sede da a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), em Cuiabá. Dentre os assuntos abordados com o secretário da pasta, Alexandre Bustamante, está o enfrentamento aos crimes praticados na linha de fronteira, em especial, o tráfico de drogas.

O secretário ressaltou que o Governo do Estado tem empenhado esforços para suprir as necessidades dos municípios. “O governador Mauro Mendes está em um processo de reconstrução do estado, onde ele quer construir um estado com mais qualidade e oportunidade”, ressalta Bustamante.

O gestor também elogiou o encontro com as lideranças do executivo municipal para buscar avanços no combate à criminalidade na região.

“Este encontro é o compartilhamento de conhecimento do que temos condições de atender e, em contrapartida, o que o município tem feito na área de segurança. O que nos deixou mais felizes e satisfeitos é que a polícia da região de fronteira vem alcançando o seu objetivo que é dar paz social. Todos que estiveram aqui foram unânimes ao falar que os profissionais têm trabalhado de acordo com a necessidade, avaliou.

Participaram do encontro representantes dos municípios de Cáceres, Curvelândia, Glória D’Oeste, Indiavaí, Lambari D’Oeste, Mirassol D’Oeste, Porto Espiridião, Reserva do Cabaçal, Rio Branco, Salto do Céu e São José dos Quatro Marcos, além do deputado estadual, Valmir Moretto, que enalteceu a parceria com o secretário de segurança pública.

“Agradeço a receptividade com nosso mandato e com nossa região. Trouxemos a pauta e aquilo que era possível o secretário já resolveu de imediato. A faixa de fronteira tem e deve ser tratada de forma diferente porque os problemas minimizados ali não ocorreram nas demais parte do estado e do país, principalmente a questão da droga”.

Os gestores municipais destacaram que as forças de segurança pública têm atuado de maneira firme na repressão à criminalidade, mas pontuou que é necessário investir mais no setor, já que o tráfico de drogas é o que dá margem para outros crimes, a exemplo de roubo, furto e homicídio.

“É preciso o fortalecimento na nossa região com incremento de efetivo, viaturas e tecnologias. Sabemos das dificuldades financeiras do Estado, mas estamos aqui para reconhecer o que já foi feito e contribuir para novas melhorias”, avaliou o prefeito de Curvelândia, Sidnei Custódio da Silva.

Já o prefeito de Mirassol D’Oeste, Euclides Paixão, destacou que o encontro serviu para demonstrar que os gestores da Região Oeste estão unidos com as forças de segurança. “Achei satisfatória esta reunião. Saio daqui com a certeza que nossa região será beneficiada com mais investimentos”, ressaltou o prefeito de Mirassol D’Oeste, Euclides Paixão.

Policiamento

Além da atuação da Polícia Militar e Polícia Judiciária Civil no combate aos índices criminais, a região conta com as ações repressivas e preventivas dos policiais do Grupo Especial de Segurança na Fronteira (Gefron), que atua nos 983 km de fronteira entre o Brasil com a Bolívia.

O Grupo de Fronteira passou a operar na repressão aos crimes transfronteiriços em 13 de março de 2002. Os policiais realizam patrulhamentos pelas rodovias, estradas vicinais, operações, barreiras fixas e volantes na repressão ao tráfico de drogas, contrabando e descaminho de bens e valores, evasão de divisas e roubos de veículos.

Fonte: Sesp-MT / Foto: Ronaldo Mazza

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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