Mato Grosso
Prefeito prorroga toque de recolher até 03 de agosto em Cuiabá
Mato Grosso
Da Redação.
Nesta segunda-feira (20), o chefe do executivo afirmou em coletiva de imprensa virtual que é preciso diálogo para gerenciar a pandemia e que busca maneiras de conter o avanço da pandemia na Capital e aumentar o isolamento social. Por isso, o gestor anuncia prorrogação do toque de recolher até o dia 03 de agosto. Decreto será publicado nesta terça-feira (21).
“Entendo a preocupação das nossas autoridades, mas eu acho que faltou vontade de conversar com os técnicos de Cuiabá e Várzea Grande para resolver o problema. Eu dialogo com todos os segmentos da sociedade, porque eu acho que essa é a missão do prefeito, construir pontes e não paredes. Era só me procurar, trazer as sugestões. Eu estou tentando aqui, prorrogando a duração e antecipando o toque de recolher para às 20h, o que tem ajudado muito, porque a noite cuiabana é muito intensa, muito agitada e esse momento de lazer é muito propício para a propagação do vírus”, relata o prefeito de Cuiabá.
Após decisão judicial instituindo quarentena obrigatória coletiva em Cuiabá, o prefeito Emanuel Pinheiro vem buscando estratégias para manter a população em casa, aumentar a taxa de isolamento social e conter a propagação do vírus. O toque de recolher, que já vem sendo realizado na cidade desde junho, será prorrogado até o dia 03 de agosto, no horário das 20h às 05h.
“A cidade está com clima de cidade aberta. Quando eu baixei o primeiro decreto, aquilo foi quarentena, aquilo foi isolamento, ficamos quase 40 dias ininterruptos fechados para proteger a população e hoje estamos colhendo fruto de ter uma situação ainda sob controle, mesmo com toda a tristeza dos óbitos. Mas poderia ser muito pior, poderia ser o dobro se não fossem as medidas que tomamos lá atrás. Agora, 57 atividades essenciais funcionando com horário que funcionavam no período anterior a pandemia. Como que controla? É uma cidade com cara de atividade normal e está com atividade normal. Estou tomando medidas pontuais para evitar que uma situação ou outra possa agravar a nossa luta no combate a propagação da COVID-19. Mas essa medida judicial sem nenhum viés técnico tem dobrado o trabalho da Prefeitura”, pontuou Pinheiro.
Antes mesmo da decisão judicial que implementou a quarentena coletiva obrigatória no Município, Cuiabá já havia adotado medidas de contenção a propagação da COVID-19. Foi em 25 de março que o primeiro decreto passou a valer na cidade e fechou o comércio por aproximadamente 40 dias, instituindo o início do período de isolamento social.
Escolas também suspenderam suas aulas. Indústrias e atividades de entretenimento foram paralisadas para evitar o colapso da saúde pública e preservar a vida da população.
Com a situação sendo acompanhada de perto pelo Comitê Municipal de Enfrentamento ao Novo Coronavírus e, com base em análises técnicas do avanço da doença foi que iniciaram-se os planos para retomada gradativa das atividades.
Estudos embasaram a implantação de horários alternativos de funcionamento para cada setor econômico. O toque de recolher foi iniciado e as ações de fiscalização foram intensificadas para coibir aglomerações, mesmo em condomínios.
Atualmente, com 57 atividades essenciais em funcionamento, o prefeito Emanuel Pinheiro reitera o respeito as intenções do Ministério Público e demais autoridades da Justiça, mas reforça a defesa da autonomia do gestor municipal na tomada de decisões e pede reconhecimento ao trabalho já feito por toda a sua equipe técnica.
Foto: Divi Valle
Mato Grosso
Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri
Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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