Mato Grosso

Bandido invade casa e mata jovem com 3 tiros no peito e outro no pescoço

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Mato Grosso

Da Redação

Na madrugada desta sexta-feira (12), um jovem identificado como Daniel Gonçalves da Silva, 18 anos, foi executado com três tiros no peito e um no pescoço por um homem, ainda não identificado, que invadiu a casa da vítima, no bairro Parque Paiaguás, em Várzea Grande.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado pela mãe da vítima para prestar socorro ao rapaz, no entanto, Daniel não resistiu aos ferimentos e quando os socorristas chegaram apenas constataram a morte do jovem.

A Polícia Militar (PM) isolou o local por volta das 0h30, quando comunicou o fato à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), responsáveis pelos procedimentos no andamento da ocorrência.

A testemunha relatou aos militares que estava em casa com o filho quando um homem moreno, de estatura média e porte físico ‘forte’, invadiu a residência e atirou quatro vezes contra o rapaz e foragiu em seguida.

A mulher ressaltou ainda que no momento em que foi atingido pelos disparos de arma de fogo gritou por socorro e em seguida, caiu no chão desacordado.

Questionada sobre quem poderia ter assassinado o filho ou se Daniel teria brigado com alguém nos últimos dias ou ainda se o rapaz tinha envolvimento com o crime, a testemunha não soube responder.

Com as informações, os policiais saíram em patrulhamento pela região buscando pelo assassino, mas não foi localizado.

Os peritos analisaram as condições em que o cadáver foi encontrado e periciaram a residência para coletar evidências que ajudem a apontar as circunstâncias do crime. Informações preliminares dão conta de que Daniel foi morto por balas 9mm, conforme analisado superficialmente pela Politec.

Em seguida, o cadáver foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde passou por exame de necropsia que vai confirmar a causa clínica da morte. 

Os investigadores da DHPP conversaram com a mãe do rapaz, coletaram informações com vizinhos e deram início à apuração dos fatos. 

A Perícia irá emitir laudo nos próximos dias que darão base às investigações do caso.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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