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Polícia prende cinco por tráfico em mercearia de Várzea Grande

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Mato Grosso

Da Redação

A Polícia Militar (PM) prendeu 5 pessoas suspeitas de tráfico de drogas na noite desta quinta-feira (28) no bairro Gilson de Barros, em Várzea Grande.

De acordo com as informações, o Grupo de Apoio do 4º Batalhão de Polícia Militar (4ª BPM) recebeu uma informação na qual dava conta de que um estabelecimento comercial estaria sendo utilizado para a prática de tráfico de drogas.

Os policiais foram até o local indicado e realizaram a abordagem dos cinco elementos que estavam na frente do estabelecimento, durante buscas pessoais foram localizados nos bolsos dos suspeitos uma certa quantidade de entorpecentes não especificado no boletim de Ocorrência.

Após localizar o entorpecente em posse dos suspeitos, os policiais adentraram na residência onde realizaram novas buscas, além disso, foram realizadas buscas no terreno com apoio do Canil do Batalhão de Operações Especiais (Bope), no qual localizou apetrechos que seria usados para embalar entorpecentes, o cão encontrou ainda outra quantidade de entorpecentes que estava dentro de um recipiente enterrado no terreno, juntamente com dinheiro.

Consta no boletim de ocorrência, que no momento da prisão dos suspeitos, quando os policiais iriam algema-los, os elementos teriam resistido, sendo necessário o uso de spray de pimenta para conter os suspeitos.

Em um veículo que estava no local, foi localizado munições de calibre 32 e outras três porções médias de substância análoga a cocaína.

Foram presos na ação: o proprietário da residência, identificado como Maycon Jonatas Amaral Costa, 25 anos, Geraldo Oliveira de Jesus, 34 anos, Adão Jefferson Santiago dos Santos, 29 anos, Joilton Domingos de Barros, 39 anos, Carlos André Nascimento de Souza, 24 anos e Helyson Marlins Borges de Miranda, 26 anos. Todos foram presos e encaminhados para a Central de Flagrantes de Várzea Grande, juntamente com o material apreendido: balança de precisão, plástico filme, embalagens para entorpecentes, 4 porções análogas a maconha, 5 porções análogas a cocaína, 12 porções análogas a pasta base, R$ 752 em dinheiro, 5 aparelhos de celular e um rolo de linha.

Após a confecção do boletim de ocorrência os cinco suspeitos foram entregues para a Polícia Judiciária Civil (PJC) onde foram tomadas as medidas cabíveis. Os suspeitos deverão responder por tráfico de drogas, resistência a prisão, porte ilegal de munição e associação para o tráfico.

Foto: PM-MT/CR2

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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