Mato Grosso

Polícia Civil prende receptador de fios de cobre e botijões de gás em Sorriso

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Mato Grosso

Da Redação

Um homem considerado um dos maiores receptadores de fios de cofres e botijão de gás da região norte de Mato Grosso foi preso pela Polícia Judiciária Civil, na manhã desta quinta-feira (11.04), no município de Sorriso (420 km ao Norte). 
J.A.P.S., 61, conhecido como “Buda”, foi autuado em flagrante pelo crime de receptação. Com ele os policiais civis recuperaram grande quantidade de fio de cofre e dois botijões de gás, provenientes dos furtos.
As investigações decorreram de diversos boletins de ocorrências, referentes a subtração de fios de cobres e outros materiais, acontecidas em obras da Prefeitura Municipal de Sorriso e em outras obras de particulares. Somente em obras de iluminação da Prefeitura foram oito furtos cometidos.
Durante diligências investigativas, os policiais civis passaram a monitorar os comércios de reciclagem existentes na cidade. Conforme apurado, J.A.P.S. foi identificado por receptar os produtos subtraídos (fios de cobre e botijão de gás) os quais eram furtados por pessoas usuárias de entorpecentes. 
Com base nos indícios levantados, a equipe deslocou até o comércio de reciclagem pertence ao investigado, no bairro São Matheus. Após autorização do mesmo, foram realizadas buscas no estabelecimento sendo localizados sacos com fios de cobre, característicos das obras de construção e também de cabos novos.
No local, foram apreendidos dois sacos de fios conduflex de 10 mm; um saco de fios de cobre descascados de 2,5 mm; um saco de fios 2,5 mm intactos; dois botijões de gás; entre outros materiais como furadeira, lâmpadas, faca, canivete e punhal.
Na ocasião o proprietário foi entrevistado e não soube informar a procedência dos materiais localizados em seu comércio.
Diante do flagrante, o suspeito foi conduzido à delegacia, interrogado e preso pelo crime de receptação. Foi arbitrada fiança no valor de oito salários mínimos. No entanto, J.A.P.S não efetuou o pagamento sendo posteriormente apresentado para audiência de custódia.

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MPMT defende rede forte para proteger crianças e adolescentes

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A importância da atuação articulada da rede de proteção para garantir direitos e fortalecer a execução das medidas socioeducativas foi destacada pelo procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado durante o I Seminário Infância Protegida, realizado nesta quinta-feira (1º), no Auditório da Escola Superior da Advocacia (ESA-MT), em Cuiabá. A palestra abriu o painel “Medidas Socioeducativas: Garantias, Execução e Atuação em Rede”, que reuniu profissionais e instituições que atuam na defesa de crianças e adolescentes.Ao abordar os desafios do socioeducativo, o procurador reforçou que a proteção integral de crianças e adolescentes depende da atuação conjunta do poder público, do sistema de Justiça, das escolas, dos serviços de saúde, da assistência social e da sociedade civil. Segundo ele, o fortalecimento dessa rede é essencial para prevenir situações de vulnerabilidade, interromper ciclos de violência e ampliar as oportunidades de desenvolvimento para crianças e adolescentes.Paulo Prado chamou a atenção para os altos índices de violência contra crianças, adolescentes e mulheres e defendeu a ampliação de políticas públicas voltadas à prevenção. Na avaliação dele, a ausência de oportunidades, espaços de convivência e ações de proteção em comunidades mais vulneráveis pode favorecer o aliciamento de adolescentes por organizações criminosas.O procurador destacou a necessidade de superar conceitos ultrapassados relacionados à infância e à adolescência e reforçou que adolescentes em conflito com a lei devem ser reconhecidos como sujeitos de direitos. Nesse contexto, explicou que as medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) não devem ser vistas apenas como mecanismos de responsabilização, mas também como instrumentos de educação, inclusão social e reconstrução de trajetórias.Paulo Prado destacou ainda a importância de os municípios estruturarem adequadamente as medidas socioeducativas em meio aberto, como a prestação de serviços à comunidade e a liberdade assistida. Para ele, a efetividade dessas ações depende diretamente da participação integrada dos municípios, da assistência social, da educação, da saúde, dos conselhos de direitos e do sistema de Justiça.“O fortalecimento da rede de proteção é essencial para que esses adolescentes tenham oportunidades reais de desenvolvimento e para evitar que sejam cooptados pela criminalidade”, afirmou.A palestra reuniu estudantes de Direito, advogados, servidores do sistema socioeducativo, professores, representantes dos Conselhos Municipal e Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente e profissionais que atuam diretamente na rede de proteção à infância e à juventude.A secretária-adjunta do Sistema Socioeducativo e Política sobre Drogas da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT), Lenice Silva dos Santos Barbosa, reforçou que a prevenção é um dos principais caminhos para reduzir o ingresso de adolescentes no sistema socioeducativo.“Muitos adolescentes que hoje estão no sistema socioeducativo talvez não estivessem nessa situação se tivessem tido acesso, desde a infância, a políticas públicas de cuidado, acolhimento e fortalecimento familiar”, observou.A gestora também defendeu a ampliação das ações integradas entre assistência social, educação, saúde e sistema de Justiça, ressaltando que a proteção integral exige atuação coordenada e permanente entre os diversos órgãos que compõem a rede de atendimento.Representando a Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT), a presidente da Comissão da Infância e Juventude, Cíntia Magda Santos Vieira, destacou a importância da mobilização contínua das instituições em defesa dos direitos da infância e da juventude.Segundo ela, o fortalecimento da rede de proteção depende do compromisso compartilhado entre poder público, entidades e sociedade civil para assegurar acolhimento, oportunidades e desenvolvimento às novas gerações.O painel reuniu estudantes de Direito, advogados, servidores do sistema socioeducativo, professores, representantes dos Conselhos Municipal e Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, integrantes do sistema de Justiça e de órgãos públicos, além de profissionais que atuam diretamente na rede de proteção à infância e à juventude.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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