Mato Grosso

Polícia Civil prende jovens acusados de atuar em mais de 30 roubos em Várzea Grande

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

 

Intensificando o combate a criminalidade em Várzea Grande, três jovens apontados como autores de mais de trintas roubos com violência física cometidos na cidade foram presos pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG), da Polícia Judiciária Civil, na tarde de terça-feira (08.05). A ação resultou também na apreensão de uma arma de fogo, de propriedade de um policial militar de Mato Grosso, a qual foi subtraída durante um roubo no dia 04 de maio.

Os suspeitos, Marcos Antonio da Silva Soares, 18, o “Toto”, André Francisco da Costa, 18, conhecido como “Chico”, e Cleiton Jorge da Silva, 22, o “Pequeno”, foram autuados em flagrante pelos crimes de posse irregular de arma de fogo de uso permitido e associação criminosa. A prisão dos suspeitos aconteceu durante diligências para apurar um assalto a residência, ocorrido no bairro Nova Várzea Grande, na noite de segunda-feira (07.05). Na ocasião, três indivíduos invadiram o local, armados, e efetuaram disparo de arma de fogo.

Os criminosos renderam todas as pessoas que estavam na casa, inclusive as crianças, e roubaram diversos objetos da residência, pertences pessoais das vítimas e um veículo. Durante as investigações, os jovens apontados como autores do crime foram identificados pela equipe da Derf-VG.

O trio, com extensa ficha criminal, era investigado em diversos inquéritos policiais instaurados, pela Especializada, por agirem como os mesmos “modus operandi, em mais de trinta roubos cometidos em Várzea Grande. De acordo com o delegado, Guilherme de Carvalho Bertoli, os crimes executados pelos suspeitos, eram praticados com graves ameaças e agressões físicas.

“Os mais de trinta roubos realizados pelos autores, ocorreram após eles atingirem a maioridade. Em um dos assaltos praticados pelo grupo, a vítima foi alvejada com um tiro na perna”, disse o delegado.

Com o objetivo de realizar a prisão dos suspeitos, os investigadores da Derf-VG foram até o endereço do suspeito Cleiton Jorge, no bairro Vila São João, onde realizaram a prisão dele e de seus dois comparsa, Marcos Antonio e André Francisco.

Na revista do imóvel, foi localizado um revólver calibre 38 roubado de um policial militar, com três munições intactas e uma deflagrada, além de vários produtos como aparelho televisor, celular, chave de carro, entre outros, provenientes dos roubos.

Questionados, os envolvidos assumiram as ações criminosas. Diante dos fatos, os três foram conduzidos à Derf-VG, onde foram unanimemente reconhecidos pelas vítimas como os autores do roubo em apuração. Além de ser atuado em flagrante, o suspeito Marcos estava com mandado de prisão em aberto, o qual foi devidamente cumprido.

O trabalho foi realizado pelos policiais civis da Derf-VG, coordenados pela delegada de polícia Elaine Fernandes da Silva, com apoio operacional do delegado de polícia Guilherme de Carvalho Bertoli.

“A Derf-VG possui uma equipe de pronto atendimento para todos os roubos com restrição de liberdade a vítima. Sendo essa equipe, primordial para levantamento imediato de informações, desde a identificação da autoria até a sua prisão”, destacou o delegado.

Além do disque-denúncia via 197, a Polícia Civil conta com um canal exclusivo via WhatsApp para recebimento de informações referentes a roubos e furtos. Pelo telefone (65) 9 9989-9109 qualquer pessoa pode auxiliar as investigações da DERF de Várzea Grande. O sigilo é absoluto.

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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