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Polícia Civil prende dois homens e duas mulheres pelo homicídio de um jovem de 18 anos

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Mato Grosso

Da Redação

 

Dois homens e duas mulheres foram presos pelos homicídio triplamente qualificado de um jovem de 18 anos, que teve a cabeça decapitada, na cidade de Aripuanã (1002 km a Noroeste de Cuiabá).

O corpo da vítima, Welliton Aparecido dos Santos, 18, foi localizado no dia 26 de agosto, em um terreno baldio, a 50 metros da casa de um dos envolvidos.

As prisões foram feitas pela Polícia Judiciária Civil nos dias 4, 5 e 6.

A investigação da Delegacia de Aripuanã, com assessoramento da Diretoria de Inteligência, chegou a Jeferson Ferreira dos Santos, 23 anos, conhecido por “Careca”, apontado como líder do grupo criminoso que executou a vítima; Leidiane Costa Nogueira, 21 anos, “Morgana ou Wap”;  Ricardo Vicente de Abreu, 18, o “Louco Abreu”; e Rosimeire Rodrigues dos Santos, 27, a “Meire”.

Todos foram indiciados por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e organização criminosa, no crime motivado por um desentendimento entre criminosos.

Segundo as investigações, Morgana, a mando do companheiro Jeferson, se mostrando interessada em manter relações sexuais, atraiu a vítima até sua casa na noite de sábado, 26 de agosto.

Acreditando, Welliton foi até o local e foi surpreendido por Jeferson, Ricardo e Rosimeire.

A vítima teve os pés e mãos amarrados com um pedaço de pano e, na sequência, sofreu diversos socos e pontapés no rosto. Com um instrumento cortante, os criminosos deceparam a cabeça.

O corpo foi depositado em um terreno baldio, a 50 metros da casa de Morgana, onde foi encontrado três dias depois, em uma cova rasa, sob uma porção de terra e pedras.

No pedido de prisão, o delegado Alexandre da Silva Nazareth alegou insegurança à aplicação da lei penal, pois havia plano de fuga dos criminosos da cidade de Aripuanã.

“Diante dos fatos, lúcido está que os assassinos de Welliton pretendem deixar a cidade, com a finalidade de frustrar a aplicação da lei penal. Razão por que o encarceramento cautelar é a medida mais acertada, precipuamente quando considerado que se trata de uma organização criminosa estruturalmente ordenada para a prática de ilícitos penais”, justificou.

Os criminosos temiam ser presos e, por conta disso, o casal Jeferson Ferreira dos Santos e Leidiane Costa Nogueira pretendia fugir para o Paraguai.

As prisões de Jeferson, Ricardo e Rosimeire foram mantidas em audiência de custódia.

Leidiane foi liberada, com adoção de medidas cautelares, por estar gestante de sete meses.

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Primeiro dia de júri do caso Zampieri ouve seis testemunhas

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O Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá encerrou, nesta terça-feira (29), o primeiro dia de julgamento de três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri. A sessão será retomada nesta quarta-feira (30), às 9h, com a continuidade da instrução em plenário.Ao longo do dia, foram ouvidas seis testemunhas. Prestaram depoimento o delegado da Polícia Civil Nilson André Farias de Oliveira, responsável pelas investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP); o delegado da Polícia Federal Marco Bontempo; o empresário José Marcos Marini; Mariana Costa Pinto; Lucilene Gonçalves da Silva; e o delegado da Polícia Civil Edilson Ricardo Pick.Durante as oitivas, os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins concentraram os questionamentos na reconstituição da dinâmica do homicídio, no planejamento da ação criminosa e nos elementos probatórios produzidos ao longo das investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal.O julgamento apura a responsabilidade de Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Conforme a denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), Antônio Gomes da Silva é apontado como autor dos disparos que vitimaram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime, enquanto Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é acusado de integrar a empreitada criminosa.A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Também atua na acusação, como assistente do Ministério Público, o advogado Giovani Santin.Os trabalhos serão retomados na manhã desta quarta-feira (30), quando haverá continuidade das demais fases previstas para o julgamento.Fotos: TJMT

Fonte: Ministério Público MT – MT



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