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Polícia Civil prende autores de homicídio motivado por dívida de drogas em Nova Olímpia

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

 

Quatro jovens apontados como autores de um homicídio ocorrido no município de Nova Olímpia (207 km a Médio Norte), tiveram os mandados de prisão preventiva cumpridos pela Polícia Judiciária Civil, na segunda-feira (06.11). As quatro ordens foram decretadas em desfavor de Wanderson da Silva Francisco, 25, conhecido como “Brizola”, Patrick Andrey dos Santos, 24, Klevyde Felipe de Freitas, 21, conhecido como “Felipinho ou Russo”, e Felipe Mateus da Silva, 19.

Os suspeitos são apontados como autores do homicídio qualificado, ocorrido no dia 18 de junho. Na ocasião, a vítima Ivan Rodrigues da Silva foi morta por disparos de arma de fogo. Os indícios apontam que o crime foi motivo por um acerto de contas de dívida de drogas.

Com os mandados de prisão preventiva decretados pela Justiça, os policiais civis conseguiram êxito em prender, Wanderson, Patrick e Felipe. Dois deles foram localizados na área urbana de Nova Olímpia e o terceiro encontrado na zona rural da cidade.

O quarto suspeito, Klevyde Felipe, tomou ciência do mandado em seu desfavor, na Cadeia Pública de Barra do Bugres (168 km a Médio Norte), onde encontra-se recolhido em razão da operação “Ares Vermelho”, deflagrada pela Polícia Civil.

A ação realizada pela Delegacia de Polícia de Nova Olímpia, para cumprimento dos quatro mandados de prisão preventiva, foi coordenada pelo delegado Nelder Martins Pereira, com apoio da equipe de policiais civis de Tangará da Serra.

“O homicídio é o crime que mais provoca clamor social. A sociedade exige da Polícia Civil, respostas rápidas e eficazes. Se depender de nós, crimes dessa envergadura, não ficarão sem consistente investigação e, portanto, os responsáveis serão revelados e presos”, destacou o delegado.

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Julgamento é retomado com interrogatório dos réus

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O julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi retomado na manhã desta quarta-feira (30), no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Após o encerramento do primeiro dia de instrução, as partes desistiram da oitiva das testemunhas que ainda estavam arroladas para depor, permitindo o avanço da sessão para a fase de interrogatório dos réus.Os trabalhos foram reiniciados com o interrogatório de Antônio Gomes da Silva, apontado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como o autor dos disparos que resultaram na morte do advogado. Na sequência, também deverão ser interrogados os demais réus, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida (NDV). A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Também integra a acusação, como assistente, o advogado Giovani Santin.Durante o primeiro dia de julgamento, realizado na terça-feira (29), foram ouvidas seis testemunhas, entre elas delegados da Polícia Civil e da Polícia Federal que atuaram nas investigações do caso. As oitivas abordaram a dinâmica do crime, o planejamento da ação criminosa e os elementos probatórios reunidos ao longo da apuração conduzida pelas forças de segurança.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins avaliou o primeiro dia como produtivo no que se refere à instrução e ao esclarecimento dos fatos. Ele destacou o papel do Ministério Público no Tribunal do Júri e criticou estratégias utilizadas para atacar a imagem da vítima.“Estamos defendendo a vida de um ser humano e aqui o Ministério Público tutela o direito à vida de qualquer pessoa, sem fazer qualquer tipo de discriminação. Justificar esse tipo de situação atacando a figura da vítima nada mais é do que uma retórica colocada a serviço da injustiça, da impunidade e daquilo que a sociedade não deseja”, afirmou o promotor de Justiça.O promotor de Justiça Samuel Frungilo lembrou ainda que, segundo a acusação, o envolvimento dos réus como executores e intermediários está demonstrado tanto pelas oitivas das testemunhas realizadas no primeiro dia quanto pelas investigações conduzidas pela Polícia Civil e pela Polícia Federal. “Essa organização foi contratada para matar Roberto Zampieri, e foi isso que fez”, afirmou.Conforme a denúncia oferecida pelo MPMT, Antônio Gomes da Silva é acusado de executar o homicídio. Hedilerson Fialho Martins Barbosa teria participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas é apontado como integrante da empreitada criminosa.O julgamento prossegue ao longo do dia com os interrogatórios e as demais fases processuais previstas para o Tribunal do Júri.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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