Mato Grosso

Polícia Civil prende 5, descobre fábrica de documentos falsos, apreende 30 kg de maconha e veículos

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Mato Grosso

Da Redação

 

Cinco integrantes de uma organização criminosa que atuava no comércio, adulteração de veículos e documentos públicos foram presos pela Polícia Judiciária Civil, por meio de investigações da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derrfva).

 O grupo criminoso agia a mando de detentos da Penitenciária Central do Estado (PCE) e com eles encontrados dezenas de cédulas de documentos de veículos, a maioria em branco, fotos avulsas 3×4, e cédulas de identidades e de carteira de CNH, além de 30 quilos de maconha e ferramentas usadas para falsificação de documentos públicos que eram usados para “esquentar” veículos e aplicação de golpes diversos.

A quadrilha atuava em roubos de veículos, em especial, caminhonetes, que eram roubadas, adulteradas e atravessadas na Bolívia, retornando ao Brasil na forma de entorpecentes, que por sua vez, seguiam para distribuição em pontos de drogas (bocas de fumo) da Grande Cuiabá.

As diligências investigativas foram realizadas durante todo o dia e noite de quarta-feira (27), resultando na prisão de duas mulheres (Rebeca Almeida Carvalho, 39, Eliane dos Santos Amorim, 44) e três homens Altemir Souza Marçal, 20 anos, e Alcir Batista de Oliveira Junior, 37, e Ederson Xavier de Lima, 36.

O trio (Rebeca, Eliane e Altemir) foi preso recentemente com veículos roubado. A suspeita Rebeca Almeida foi presa em Chapada dos Guimarães, com um Ford KA adulterado, e Altemir Souza em Várzea Grande, na semana passada, na posse de um Corolla Adulterado roubado. Ambos os suspeitos, na ocasião, foram conduzidos para audiência de custódia e liberados com adoção de medidas cautelares.

A prisão das duas mulheres e de Altemir ocorreu na tarde de quarta-feira (27) em uma residência no bairro Jardim Novo Horizonte, em Várzea Grande, que segundo apontamento das investigações era usada para esconderijo de veículos roubados. No local, os policiais encontraram a suspeita Eliane dos Santos em veículo Renault Oroch verde, estacionado na porta da casa.

Dentro do imóvel, Rebeca e Altemir, foram flagrados falsificando documentos e na garagem também estava uma caminhonete Hilux SW4, com todos os sinais adulterados. O veículo é produto de roubo no dia 18 de fevereiro de 2019, no bairro Jardim das Américas, já nas proximidades da Avenida Miguel Sutil, em Cuiabá.

Em busca domiciliar, os policiais foram surpreendidos com placas de veículos roubados, documentos de veículos e de pessoas (RG e CNH), todos falsificados, os quais a Polícia acredita que eram usados para aplicar golpes ligados a venda de veículos.

Todos foram autuados por falsificação de documento publico, uso de documento falso, associação criminosa, receptação, estelionato, adulteração de sinal identificador de veículos automotor, tráfico de drogas e associação para o tráfico de drogas.

Documentos falsos e maconha

Em continuidade aos trabalhos, uma autentica fábrica de falsificação de documentos foi descoberta  dentro de uma casa no bairro Duque de Caxias, na capital. O local era comandado por Ederson Xavier de Lima, que ostenta extensa ficha criminal. Ele foi encontrado com dezenas de ferramentas usadas para falsificação de documentos e veículos.

“Outra equipe de investigação, já fazia o monitoramento da outra parte do grupo criminoso logrou fazer êxito da apreensão da droga e todos esses documentos”, disse o delegado adjunto da Derrfva, Arnon Osny Mendes Lucas.

Os policiais chegaram até o suspeito após apuração de uma denúncia. Ele foi monitorado e acompanhado até a Avenida Lava-pés, local que foi abordado em um veículo Corolla. No banco do passageiro estava Alcir Batista de Oliveira Junior.

Durante a abordagem, em buscas no veículo, os policiais apreenderam do lado de banco do passageiro 1 tablete de substância de maconha. Os policiais, com os dois suspeitos, seguiram até a casa no bairro Duque de Caxias, onde descobriram dezenas de cédulas de documentos de veículos (CRV e CRLV), de pessoas (CNH e RG) falsificados de vários estados da federação.

Também foram encontrados materiais usados na falsificação de documentos (impressora matricial, jato de tinta laser, lacres de placa veicular, arame para placas de veículos, frascos de substâncias químicas, placas de veículos, sendo duas de Campo Grande (MS), fotos diversas de pessoas no formato 3×4, cartões de bancos, R$ 1.927,00, laudos periciais, notebooks, 30 tabletes de maconha e balança de precisão.

Em entrevista com os suspeitos, Alcir Batista afirmou ser morador da quitinete, porém, permitia que Ederson Xavier fizesse uso da residência. Juntos estavam promovendo um evento (trio elétrico do Dallas pré-carnaval 2019), que seria realizado dia 28 de fevereiro de 2019, na capital.

As cédulas de documentos de veículos foram furtadas da unidade da Ciretran de Chapada dos Guimarães.

 “Esses documentos eram usados para ‘esquentar’ veículos, para dar aparente legalidade aos carros objetos de furtos e roubos, que eram depois vendidos a terceiros, o que configura golpe de estelionato”, explicou o delegado Arnon Osny Mendes Lucas.

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Município regulariza medição da qualidade da água após TAC

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O Município de Itiquira (a 361 km de Cuiabá) regularizou o monitoramento da potabilidade da água fornecida à população, incluindo a análise de metais pesados e agrotóxicos. A medida atende compromisso firmado com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Promotoria de Justiça de Itiquira, em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado em maio deste ano no âmbito da política municipal de saneamento.As amostras foram coletadas em 12 pontos do sistema de abastecimento, sendo 11 locais de captação e a Estação de Tratamento de Água (ETA). Os exames contemplaram todos os parâmetros exigidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde, e apontaram resultados dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação.Segundo a Promotoria de Justiça, as análises realizadas anteriormente não incluíam alguns dos agrotóxicos mais utilizados na região e previstos no Anexo 9 da Portaria GM/MS nº 888/2021. Com a regularização do monitoramento, o controle passa a contemplar esses parâmetros.Além dos exames realizados por laboratório contratado pelo município, a Promotoria de Justiça de Itiquira solicitou ao Centro de Apoio Operacional às Execuções (CAEx) do MPMT a realização de uma contraprova. O objetivo é verificar se os resultados obtidos pelo laboratório privado são confirmados por análise independente.Nesta sexta-feira (2), representantes da Prefeitura de Itiquira, do Ministério Público e o professor doutor Domingos Sávio Barbosa, do Laboratório de Química Ambiental da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), reuniram-se para discutir a possibilidade de implantação de um monitoramento contínuo da qualidade da água, por meio de parceria com a instituição de ensino.Para o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, o avanço representa o cumprimento de uma demanda histórica da instituição e um importante passo para a proteção da saúde pública.“Essa é uma demanda antiga do Ministério Público. Houve compromissos firmados anteriormente e repactuados neste ano, mas o monitoramento era realizado de forma intermitente ou incompleta. Agora, o município avança para regularizar definitivamente a situação. Em um estado com uso intenso de agrotóxicos, é fundamental que a população tenha acesso a informações confiáveis sobre a qualidade da água que consome. O desafio é transformar essas análises em uma rotina permanente e fortalecer a transparência, permitindo que cada cidadão também exerça o papel de fiscal”, destacou.Transparência – Conforme previsto no TAC, todos os relatórios das análises ficarão disponíveis para consulta pública no site da Prefeitura de Itiquira. A medida busca garantir transparência e possibilitar o acompanhamento dos resultados pela sociedade. Eventuais reclamações ou inconsistências identificadas nos relatórios poderão ser comunicadas à Promotoria de Justiça de Itiquira por meio da Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso, inclusive de forma sigilosa.

Foto: Reprodução Instagram.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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