Mato Grosso
Polícia Civil fecha laboratório e apreende farta documentação usada em crimes na região Araguaia
Mato Grosso
Da Redação
Um grande laboratório de falsificação de documentos públicos e privados na região do Araguaia foi desarticulado pela Polícia Judiciária Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Barra do Garças (509 km a Leste), na “Operação Forger”, deflagrada na manhã desta quarta-feira (03.04). Foram apreendidas mais de 104 identidades falsificadas, várias fotografias, escrituras públicas de terrenos urbanos e rurais, carimbos, entre outros insumos usados nas falsificações.
A ação para dar cumprimento a um mandado de busca e apreensão foi realizada na cidade de Aragarças, Estado de Goiás, e resultou na apreensão de farta quantidade de provas da prática criminosa de falsificação por parte de um grupo liderado pelo investigado A.A.O., conhecido como “Paulista”. O suspeito já era investigado em quatro inquéritos policiais que tramitam na Delegacia de Roubos e Furtos que apuram falsificação de escrituras públicas, certidões de inteiro teor, certidões dominiais e procurações falsas.
De acordo com o delegado da Derf-Barra do Garças, Wilyney Santana Borges Leal, vários integrantes da quadrilha foram presos em flagrante pela Polícia Civil em fevereiro. Na ocasião, os envolvidos estavam tentando vender um terreno em Barra do Garças, usando uma procuração falsa.
“O local alvo do mandado de hoje pode ser considerado o maior laboratório de falsificação de documentos existente da região, com intensa atuação em diversos municípios de MT, uma vez que foram localizados cópia de escrituras públicas de imóveis situados, desde Colniza até São Félix do Araguaia. Com os indícios é também possível afirmar que eram feitos todos os tipos de falsificação, desde Guia de Transporte Animal (GTA) à clonagem de cheques”, destacou Wilyney Santana.
Questionados sobre os fatos, o suspeito (Paulista), confessou as falsificações, assumindo que comete os crimes há mais de 10 anos. Toda a documentação apreendida será analisada e periciada, visando responsabilizar os envolvidos bem como os beneficiários das falsificações. “Existem escrituras desde Colniza até São Félix do Araguaia, o que leva a crer que esse indíviduo prestava serviços para quadrilhas especializadas nesses tipos de crimes”, completou o delegado. Nas buscas, os investigadores encontraram: impressora, notebook, HDs, 104 cédulas de identidade aparentando ser falsificadas, carimbos de cartórios oficiais de diferentes Estados como, do 4º Tabelionato de Notas de São José do Rio Preto (SP), do Cartório 1º Ofício de Aragarças (GO), do Cartório 2º Ofício de Aragarças (GO) e Cartório 2º Ofício de Barra do Garças (MT, papéis em branco e timbrados do Cartório 2º Ofício de Notas da cidade de Mineiros (GO), vários documentos aparentando falsificados, seja material ou ideologicamente, contratos, cédulas pignoratícias, certidão de nascimento e óbito, certidões de interior teor, certidões dominais e escrituras de imóveis urbanos/rurais.
As diligências continuam para conclusão e o suspeito responde pelos crimes de falsificação de documento público, falsificação de documento privado, falsidade ideológica, estelionato e associação criminosa.
Mato Grosso
Gaúcha do Norte implanta Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica contra a Mulher
Localizada a cerca de 571 km de Cuiabá, Gaúcha do Norte passa a contar com a atuação da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Com a formalização ocorrida na sexta-feira (31), o município se tornou o 129º do estado a ser integrado à iniciativa liderada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
A ação foi feita por meio da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Cemulher-MT), sob coordenação da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo. A Rede conta ainda com a participação de instituições da segurança pública, Ministério Público, Defensoria Pública, Municípios, dentre outras.
Além da assinatura do Termo de Cooperação Técnica entre os órgãos e instituições participantes, a passagem da equipe do Cemulher-MT por Gaúcha do Norte proporcionou ainda a capacitação de 32 pessoas que atuarão na Rede. A implantação da Rede de Enfrentamento foi efetivada após pedido da Patrulha Maria da Penha do município.
“Percebemos a dificuldade que temos ao atender sozinhos os casos de violência doméstica. Precisamos da Rede para oferecer uma proteção e suporte maior. Com essa união, podemos agir em conformidade nesse propósito, que é proteger a vida da mulher”, explicou a soldado PM Gisele Bernardo Pinto Matos, comandante da Patrulha Maria da Penha de Gaúcha do Norte.
Para Tiago Gonçalves dos Santos, juiz substituto da 1ª Vara de Paranatinga – comarca que realizada o atendimento jurisdicional de Gaúcha do Norte, a instalação da Rede de Enfrentamento é um marco importante. “Mais uma vez o Poder Judiciário vai até a comunidade, desta vez em parceria, com o objetivo de melhorar nossa sociedade, principalmente para as mulheres e meninas que tanto sofrem em nosso estado”, disse.
De acordo com a promotora de Justiça Fernanda Luíza M. Siscar, a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica ficará mais fácil para os órgãos e instituições definirem os fluxos de atendimento, prioridades e ações para o município. Ela destacou que também está no planejamento a criação de um plano de metas, que guiará as estratégias de atuação para os próximos dez anos.
“A partir da implementação da Rede é que nós conseguimos avançar nas demais normativas, documentos públicos, nos planos e nas iniciativas estratégicas. Com a Rede, conseguimos devolver à população um serviço de melhor qualidade. Junto a isso, estamos buscando também a criação do plano decenal de metas para o município”, relatou a promotora.
Já o delegado da Polícia Civil de Mato Grosso, Gabriel Conrado, a implantação da Rede é fundamental para a integração de todos os órgãos públicos. “Temos um número muito alto de casos de violência doméstica nessa região. Então, essa integração é importante para a repressão desses crimes e proteção das mulheres”, pontuou.
Canais de denúncia:
180 – Todo território nacional
181 – Estado de Mato Grosso
197 – Polícia Civil
190 – Polícia Militar
Autor: Bruno Vicente
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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