Mato Grosso

Polícia Civil de Sinop apreende explosivos e munições de fuzil que seriam usadas em tentativa de resgate de presos

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Mato Grosso

Da Redação

 

Dois suspeitos foram presos em ação da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Sinop (503 km a Norte), na tarde de terça-feira (04). Com os detidos foi apreendida carga de explosivos, aproximadamente 35 kg, que seria utilizada em invasão no Presídio Ferrugem. Também foram apreendidas munições de fuzil.

A Polícia Civil descobriu, em verificação de denúncia anônima, o planejamento de criminosos na tentativa de explosão de parte do muro da unidade prisional e consequente invasão do local para resgate de reeducandos. Uma residência, no bairro São Cristóvão, foi apontada como “central” da associação criminosa.

Durante diligência na casa foram presos os suspeitos Euender Nascimento, 23, e Ivanilson Carvalho, 27, e também apreendidas munições de calibres .40, 9mm, 38 e fuzil 7.62, As armas de fogo correspondentes às munições teriam sido levadas instantes antes por comparsas dos detidos que avistaram movimentação policial se aproximando.

Ainda foram apreendidos no local ferros retorcidos, em formato de estrela, que seriam utilizados para furar pneus (provavelmente de viaturas) e aparelhos celulares que serão periciados.

Conduzidos à delegacia, os suspeitos foram autuados em flagrante por “posse ilegal de arma de fogo de uso restrito/proibido”, e também por “posse, detenção, fabricação ou emprego ilegal de artefato explosivo ou incendiário”.

Os detidos serão apresentados em audiência de custódia nesta quarta-feira (05), ficando à disposição do Judiciário.

A Polícia Judiciária Civil prossegue em investigações para identificar e prender os demais envolvidos. Os trabalhos da Derf, sob coordenação do delegado Ugo Ângelo Reck de Mendonça, tiveram apoio da Polícia Militar (Força Tática) e Polícia Federal.

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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