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Polícia Civil cumpre mandados contra acusados de matar vítima espancada em Cuiabá

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Mato Grosso

Da Redacão

 

 

Sete mandados judiciais contra três suspeitos do homicídio de um jovem em Cuiabá foram cumpridos pela Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP), da Polícia Judiciária Civil, na operação “Hamurabi”, deflagrada nesta sexta-feira (29.06). Na ação, foram cumpridos três mandados de prisão temporária e quatro de busca e apreensão contra os investigados.

Identificados como autores do crime, José Antonio Praxedes, Caio José da Silva Brum, 19, conhecido como “Gordinho”, e Vinícius Souza Carmim, tiveram os mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça. Eles são apontados como autores do espancamento do jovem, Lucas Petter da Silva Garces, 20, ocorrido na noite do dia 11 de abril, no bairro Santa Isabel. 

Conforme investigação conduzida pela DHPP, José Antonio e Caio José na companhia de um comparsa foram os executores do homicídio. Vinícius foi o responsável por levar a vítima até o local, onde foi assassinada. O crime foi motivado pelo fato da vítima ter praticado diversos roubos a transeuntes no bairro Cidade Verde  

De acordo com a delegada Jannira Laranjeira Siqueira Campos, os autores queriam aplicar uma “disciplina” na vítima, através de espancamento (lesão corporal). Mesmo socorrido e encaminhado para atendimento médico, Lucas Petter não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte, 12 de abril. 

Com base nos indícios e provas de autoria, foi representado pelos pedidos de prisão temporária de busca e apreensão domiciliar contra os suspeitos. Após decretadas as ordens policias, os investigadores da DHPP desencadearam a operação, conseguindo localizar os três envolvidos.

Durante busca na residência do Caio José, os policiais civis apreenderam algumas porções de entorpecente análogas a maconha e cocaína. Diante do flagrante, além de preso por força do mandado de prisão, ele foi autuado e responderá pelo crime de tráfico de drogas.

Os três suspeitos foram encaminhados à DHPP, interrogados e posteriormente colocados à disposição da Justiça. As diligências continuam para localizar o quarto envolvido, também executor do homicídio, que está foragido.

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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