Mato Grosso

Polícia Civil apreende 22 tabletes de maconha e prende 4 em Rondonópolis

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

 

A Polícia Judiciária Civil, através da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis (212 km ao Sul), fechou um ponto de vendas de entorpecentes, onde foram apreendidos 22 tabletes de maconha, além de porções de pasta base de cocaína e substâncias utilizadas para mistura da droga. A ação resultou em quatro pessoas presas em flagrante, acusadas de envolvimento com o comércio ilícito.

Wanderson Sérgio dos Santos Machado, 27, Clezio Alves Pereira, 37, Michael Nayty de Carvalho Almeida, 31, Lauro Carvalho da Silva, 37, foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores.

As investigações iniciaram após a equipe da Derf Rondonópolis receber denúncia anônima de que no endereço no bairro Jardim Pindorama, havia um comércio de entorpecente, comandado pelo traficante Lauro. Segundo as informações, além da venda no local, o traficante também receberia o auxilio de usuários para comercializar o entorpecente e utilizaria uma motocicleta preta para fazer a entrega da droga.

Em monitoramento do local, os policiais visualizaram os suspeitos em frente a casa, ingerindo bebida alcoólicas. Com passar do tempo, foi possível constatar o movimento de usuários que ligavam para o traficante e em seguida passavam no endereço rapidamente apenas para buscar o entorpecente.

Em momento oportuno, os policiais realizaram a abordagem dos suspeitos, que questionados confirmaram que havia material ilícito no interior da residência. Em buscas na casa, os policiais encontraram em um dos quartos 22 tabletes de maconha. Em outro cômodo da casa foi apreendida meia barra de pasta base de cocaína, além de uma sacola com outras porções da droga, além de ácido bórico utilizado par mistura da droga.

Durante o trabalho, ficou claro que o traficante fabrica o entorpece em casa, fazendo a mistura da pasta base com o ácido bórico, que posteriormente são embalados para a venda. Também foram apreendidos no local, um caderno com anotações do tráfico, sacolas plásticas utilizadas para embalar a droga, balanças de precisão e aproximadamente R$ 1,3 mil em dinheiro.

Além dos quatro suspeitos conduzidos, um adolescente, de 17 anos, também estava na casa. Diante da situação, os investigados foram conduzidos a Derf onde foi lavrado o flagrante de tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção de menores.

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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