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PM prende suspeito e liberta vigia que era mantido refém dentro de empresa

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Mato Grosso

Da Redação

Na última quinta-feira (11), policiais da 1ª Companhia de Polícia Militar do Jardim Vitória, em Cuiabá, prenderam um homem de 36 anos em flagrante delito e com a prisão dele libertaram o vigia de uma madeireira que era mantido refém, amarrado dentro da empresa.

A abordagem do suspeito ocorreu na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (do CPA), por volta da 0h30, na região do bairro Serra Dourada. O ladrão estava em uma motocicleta saindo da madeireira quando foi visto pelos policiais que faziam ronda na região.

Quando a equipe da PM deu ordem de parada e o alertou com sinais sonoros, o suspeito tentou fugir e acelerou a motocicleta. Por alguns minutos os policiais o seguiram até que ele caiu ao colidir a moto em uma cerca de arrame. Mesmo depois de cair o sujeito continuou tentando fugir, se embrenhou em um terreno baldio até ser alcançado e imobilizado pelos policiais.

Depois de preso e questionado porque tentou fugir e de quem era a motocicleta, o preso acabou revelando que havia acabado de assaltar a madeireira, deixando amarrado no local o vigia, dono da moto, um homem de 74 anos. A vítima contou que o ladrão não lhe apontou arma, mas o ameaçou fazendo gestos como se tivesse com revólver na cintura. 

Além da motocicleta, ele roubou duas máquinas de passar cartão bancário, trena, facas, carregador de celular e cerca de R$ 250.

O suspeito e todo o material recuperado foram entregues na Central de Flagrante do Cisc Verdão.

 

Foto: PMMT

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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