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PM lança ‘Operação Corpus Christi’ na capital e interior

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Da Redação

A Polícia Militar lançou na manhã desta quinta-feira (11.06) a ‘Operação Corpus Christi’, uma ação que será desenvolvida em todo o Estado de Mato Grosso até a noite de domingo (14) e levará às ruas um reforço de mais de 1.200 policiais.

Em Cuiabá o lançamento foi realizado às 08h, na Praça da Nascente, no bairro Morada do Ouro. Desse local os policiais saíram às ruas para o policiamento de prevenção e repressão à criminalidade e de reforço da fiscalização das medidas de prevenção ao coronavírus.

No caso específico da pandemia de Covid-19, o trabalho da PM inclui atenção ao uso obrigatório de máscara, respeito ao distanciamento social, proibição de aglomerações e festas clandestinas, verificação do horário de funcionamento e os tipos de atividades comerciais que estão permitidas.

O tenente-coronel Fernando Augustinho Galindo, comandante do 3º Batalhão em Cuiabá e coordenador da ‘Corpus Christi’ nesse primeiro dia de feriado prolongado, explicou que essa operação é uma extensão da ‘Dispersão II’, que está já curso há mais de 30 dias.

De acordo com TC Fernando, durante os quatro dias de feriado prolongado os policiais estarão ainda mais atentos à movimentação nas agências bancárias em função do pagamento dos salários dos servidores públicos, ou seja, de mais dinheiro circulando e dos riscos do aumento de práticas criminosas. E ainda, fiscalizando as medidas de prevenção ao coronavírus. Os policiais vão atuar preventivamente, mas também reprimir aglomerações, festas clandestinas, entre outras atividades proibidas.

O tenente-coronel Fernando fez um apelo à população: “Ainda observamos pessoas sem máscara, mas quero dizer que as medidas de prevenção, como o uso de máscara, o distanciamento social, não fazermos festas, nem aglomerações e ficar em casa, saindo só para situações de extrema necessidade, são necessárias para superarmos o vírus e a Covid -19”.

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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