Mato Grosso
Pinheiro assina contrato de concessão do transporte coletivo na próxima segunda
Mato Grosso
Da Redação
O prefeito Emanuel Pinheiro assina o contrato para a concessão da operação do transporte coletivo em Cuiabá, na segunda-feira (23). As empresas vencedoras da licitação foram anunciadas nesta quinta-feira (19) após comprovarem, ao longo de três etapas, capacidade técnica e financeira para a prestação do serviço.
A assinatura acontece às 9h no auditório do Palácio Alencastro, onde Pinheiro concederá coletiva de imprensa. “Esta é uma licitação histórica, lançada depois de quase 20 anos. Também é um dos meus compromissos mais emblemáticos e que tenho alegria enorme em honrar, priorizando a humanização e o respeito às pessoas.”
O edital, lançado em agosto, divide as linhas de ônibus em quatro lotes e prevê investimentos em melhorias para o transporte coletivo da Capital ao longo de 20 anos, prorrogáveis por mais cinco. O certame estabelece redução na idade média dos veículos de 5.5 para 4.5 anos.
No mês de outubro, quando a licitação foi aberta, cinco empresas oficializaram interesse na prestação do serviço: Integração Transporte LTDA; Caribus Transportes e Serviços LTDA; Rápido Cuiabá Transporte Urbano LTDA; Viação Paraense LTDA e Pantanal Transporte Rodoviário; e Serviço de Locação Eireli.
O resultado foi divulgado no Diário Oficial de Contas de ontem e será homologado nesta sexta-feira (20). A partir da assinatura, as vencedoras terão até 180 dias para que comecem a atuar na cidade. Diante disso, o contrato emergencial firmado com as atuais empresas será prorrogado, garantindo o atendimento à população.
Fonte: Secom-CBA / Foto: Mídia News
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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