Mato Grosso

Para evitar o coronavírus, CRM-MT pede suspensão das cirurgias eletivas por tempo indeterminado

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

Como medida administrativa para se evitar a infecção humana pelo novo coronavírus (COVID-19), o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) notificou, via ofício, o secretário de Saúde do Estado de Mato Grosso, Dr. Gilberto Gomes de Figueiredo, sugerindo a edição de uma portaria para que sejam suspensos todos os procedimentos cirúrgicos eletivos nos hospitais públicos e universitários do Estado, por tempo indeterminado.

“Estamos cientes das medidas tomadas pelo Governo de Mato Grosso no sentido de restringir a circulação do vírus Covid-19 entre a comunidade, porém sabemos, que de acordo com os dados epidemiológicos de outros países que estão passando pela fase de infecção comunitária, que muitas das pessoas infectadas necessitarão de assistência médica e até de UTI, o que sabidamente trará uma sobrecarga do sistema com uma demanda maior de leito de UTI e respiradores”, diz trecho do documento.

De acordo com a presidente do CRM-MT, Dra. Hildenete Monteiro Fortes, diante da declaração da Organização Mundial da Saúde sobre a situação de Emergência em Saúde Pública, devido à pandemia causada pelo Covid-19, o evento é complexo e demanda esforço conjunto de todo o Sistema Único de Saúde para identificação da etiologia dessas ocorrências e adoção de medidas proporcionais e restritas aos riscos.

Além da suspensão dos procedimentos cirúrgicos eletivo, e objetivando o controle e contenção de riscos, danos e agravos à saúde pública, sugere-se que as atividades ambulatoriais de menor complexidade também sejam suspensas para que se evitem aglomerações de pacientes, reduzindo o risco de disseminar o Covid-19.

Contudo, esta medida restritiva não deve alcançar as cirurgias oncológicas e cardiovasculares, dada as suas especificidades, assim como, os procedimentos cirúrgicos de Urgência e Emergência.

A presidente destaca que o CRM-MT está à disposição para juntar esforços com a Secretaria de Estado de Saúde em benefício da nossa população.

Foto: CRM

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

Publicados

em


Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA