Mato Grosso

Pai atira na cabeça dos filhos e comete suicídio por vingança da ex-mulher

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

Um crime bárbaro foi registrado em uma residência do Bairro Morado do Sol, em Canarana (650 km de Cuiabá), na noite desta segunda-feira (2). Um pai de 27 anos atirou na cabeça dos dois filhos, de três e quatro anos, e se matou em seguida.

Lucas Diniz da Silva havia sido preso por agredir a mãe das crianças e havia prometido vingança quando fosse solto. Ele saiu da cadeia e cumpriu a ameaça.

Conforme informações da Polícia Militar, a agressão contra a mulher e mãe dos filhos foi há poucos dias e, com a denúncia, Lucas foi preso.

Lucas foi até a casa da avó materna das crianças, com quem os dois pequenos estavam, pedindo para levar os filhos para dormirem com ele, já que a mãe dos dois estava viajando.

Horas depois, ele mandou mensagem para a ex-mulher, que estava em Água Boa, dizendo que iria se vingar por ter ficado preso.

Ao receber as ameaças, a mãe ficou desesperada e pediu que a avó das crianças chamasse a polícia, mas quando chegaram, o homem já tinha atirado na cabeça dos dois filhos e cometido suicídio. Todos estavam na cama do quarto.

As crianças ainda estavam com vida, respirando de forma ofegante, o suspeito já não tinha batimentos.

Uma ambulância do Hospital Municipal foi acionada, mas o motorista não estava no local. Os policiais, então, colocaram as crianças na viatura e correram com elas para o hospital.

Porém, a menina de quatro anos não resistiu aos ferimentos e morreu.

O menino, de três anos, ficou sob cuidados médicos e precisou ser encaminhado para Água Boa (740 km de Cuiabá) devido à gravidade de seus ferimentos. Até o momento, seu estado de saúde não foi informado.

A Polícia Judiciária Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foram acionadas e fizeram o trabalho no local.

A arma usada no crime foi apreendida, com três munições deflagradas e uma intacta.

Foto: Araguaia FM

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

Publicados

em


O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA