Mato Grosso

Operação sobre preços abusivos de produtos essenciais fiscaliza mais uma farmácia na Capital

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Mato Grosso

Da Redação

A Polícia Civil, por meio da Equipe Especial de Pronta Resposta e a Delegacia Especializada do Consumidor, realizou na lutima quarta-feira (17.06), mais uma ação de fiscalização sobre preços abusivos de produtos, especialmente aqueles que tiveram aumento de consumo no período da pandemia do novo coronavírus.

O endereço alvo da ação foi uma unidade de uma rede de farmácia situada na avenida Historiador Rubens de Mendonça, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá.  

No local foram vistoriados itens como máscaras de proteção facial, álcool em gel, entre outros produtos, para constatação da possível existência de aumento nos preços, promovendo assim condutas criminosas praticadas contra a ordem econômica e a relação de consumo. 

A operação dá continuidade às diligências investigativas de combate aos valores abusivos relacionados a produtos e medicamentos vendidos em estabelecimentos comerciais da área de saúde. 

Após levantamento das informações in loco não foi constatada pelos policiais civis nenhuma irregularidade em relação aos objetos pesquisados na operação. 

As fiscalizações continuarão de forma frequente e ocorrem, semanalmente, em diferentes pontos comerciais da região metropolitana da Capital.

 

Foto: PMMT

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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