Mato Grosso

Operação prende integrantes de facção criminosa atuante em roubos em Várzea Grande

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

 

Deflagrada pela Polícia Judiciária Civil, por meio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande (Derf-VG), a operação “Decretados IV” cumpriu 13 mandados de prisões preventivas, contra integrantes de uma associação criminosa atuantes em crimes de roubos e furtos a empresas e residências do município. Além das ordens de prisão, o trabalho resultou em prisões em flagrante e na apreensão de drogas e armas de fogo.

A delegada titular da Derf-VG, Elaine Fernandes da Silva, disse que a operação tem objetivo de combater a criminalidade em Várzea Grande e reprimir a ação do grupo criminoso que tem ramificações dentro e fora de presídios. A operação que teve início na quarta-feira (12), e finalizou nesta sexta-feira com um total de 17 pessoas presas, entre mandados cumpridos e prisões em flagrante.

Os suspeitos, Genair Hudson Costa de Siqueira e Emanoel Junior Pereira Guimarães foram presos em flagrante em posse de uma pistola calibre 9 mm com oito munições intactas. Segundo investigações da Derf-VG, os acusados se preparavam para cometer um roubo, no bairro Jardim dos Estados, mas tiveram os planos frustrados ao serem surpreendidos durante a operação.

Além do porte de arma de fogo de uso restrito, Emanoel Junior foi autuado pela prática de integrar organização criminosa, uma vez que em interrogatório confessou fazer parte de uma facção atuante no Estado. Em outro flagrante, foram apreendidos mais uma arma de fogo e porções de entorpecentes.

Dentre as 13 pessoas que tiveram mandados de prisão cumpridos estão, Alexsandro Pereira de Amorim (condenado a cumprimento de 08 anos de reclusão por roubo), Fernando Izidorio da Silva, conhecido como “Gordinho” (com duas condenações pela prática de roubo, sendo uma de 5 e outra de 6 anos de reclusão), Jadson de Moraes Dias (quatro condenações de mais de 16 anos de reclusão por roubo), Luã Jonathan Delgado Campos (5 condenações de pena que totalizam mais de 30 anos de pena), Luiz Claudio do Nascimento (55 condenações por envolvimento em roubos e furtos).

“Esses cinco suspeitos eram os principais alvos da operação, uma vez que são considerados de alta periculosidade, com várias passagens e condenações criminais”, destacou Elaine.

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Mato Grosso

Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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