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Operação “Juízo Final” é deflagrada para cumprimento de 40 ordens judiciais em Sapezal

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Da Redação

Quarenta mandados judiciais, sendo 20 de prisões e 20 de buscas e apreensões domiciliares, decretados pela 7ª Vara Criminal da Comarca de Cuiabá foram cumpridos pela Polícia Civil durante a operação “Juízo Final” deflagrada na última quinta-feira (18) pela Delegacia de Sapezal. A operação visa a desarticular associação criminosa envolvida com diversos delitos, entre eles o tráfico de drogas.

Os mandados foram cumpridos em Sapezal e em outras cinco cidades das regiões noroeste e nordeste, e na Capital do estado. As buscas nos locais contaram com apoio do canil do Grupo Especial de Fronteira (Gefron).

As prisões, buscas e apreensões foram cumpridas nos municípios de Sapezal, Campos de Júlio, Campo Novo do Parecis, Nortelândia, Juína e Cuiabá visando  a desarticular uma associação criminosa que atua com a venda de entorpecentes e outros delitos.

Foram apreendidos mais de R$ 10 mil em dinheiro, uma automóvel, uma motocicleta, porções de maconha, além de diversos produtos provenientes de crimes.

Três suspeitos que estavam com os mandados de prisões decretados também foram autuados em flagrante por tráfico de drogas. Conforme o delegado da Delegacia de Polícia de Sapezal, Gustavo Godoy, as diligências continuam para a localização de oito pessoas que estão com as prisões preventivas decretadas, porém, encontram-se foragidas.

A operação “Juízo Final” contou com a participação de 49 profissionais da Polícia Civil e da Polícia Militar.

Foto: PMMT

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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