Mato Grosso

Operação conjunta contra entrada de celular em presídio prende 11 mulheres em Água Boa

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Mato Grosso

Da Redação

O tráfico de drogas e o repasse de celulares para detentos da Penitenciária Regional Major Zuzi, foram focos de uma operação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Rodoviária Federal, com apoio de agentes penitenciários, realizada no sábado (13.07), em Água Boa (730 km a Leste).

A ação é resultado da apuração de várias denúncias anônimas indicando tráfico de drogas por parte das mulheres que visitam reeducandos. Diante das informações,  as forças da Segurança Pública promoveram a ação, denominada Operação Zuzi 01, que iniciou às 5hs da manhã e se estendeu até por volta das 22hs da noite de sábado.

Oito mulheres foram conduzidas até a Delegacia. Elas estavam se preparando para visitar maridos ou filhos detidos na penitenciária. A maioria dos presos integra uma facção criminosa. Outras três foram interceptadas dentro de ônibus indo levar aparelho ou drogas a companheiros ou parentes na unidade prisional.

Conforme o delegado de Água Boa, Gutemberg de Lucena Almeida, uma das ações ocorreu no próprio presídio, no momento que as mulheres se preparavam para acessar o pátio da unidade. Algumas delas foram surpreendidas com drogas e celulares, que seriam introduzidos na penitenciária para seus companheiros.

“Tanto as drogas quanto os celulares estavam embalados e prontos para serem introduzidos nas partes íntimas, o que dificulta a detecção pelos equipamentos eletrônicos. Os celulares estavam totalmente embalados em borracha para enganar o detector de metais. Porém, as câmeras de vigilância da Penitenciária ajudaram a identificar as autoras”, disse o delegado.

Ainda de acordo com o Gutemberg, durante o cerco policial, às mulheres, várias delas descartaram as drogas e celulares no lixo, na vegetação próxima e no banheiro. Porém, oito mulheres foram identificadas nessa situação, seis sendo autuadas em flagrante por tráfico e associação para o tráfico.

Os maridos ou companheiros, em sua maioria, são pessoas perigosas, presas por tráfico de drogas e por roubos, entre outros crimes. Algumas das mulheres também já possuem passagens, na maioria por tráfico de drogas. Elas foram autuadas em flagrante e transferidas para a Cadeia Pública de Nova Xavantina,  à disposição da justiça.

As investigações  prosseguem e outras pessoas podem ser indiciadas se comprovada a associação para os crimes.

Fonte: PJC=MT

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Mato Grosso

TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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