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Obras do Complexo de Lazer e de Cultura em Várzea Grande avançam em ritmo acelerado

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Da Redação.

“A manutenção dos investimentos públicos e a ampliação de esforços para aplicação de recursos, serão essenciais para retomada da economia e conservação de empregos”, disse a prefeita Lucimar Sacre de Campos, durante visita técnica às obras de construção e revitalização da Orla da Alameda Júlio Müller, em Várzea Grande.

A revitalização da Orla tem previsão para ser concluída no segundo semestre deste ano e vai receber o maior investimento em recursos próprios da atual gestão: R$ 17 milhões.

Apesar da nova rotina imposta pela pandemia do novo coronavírus, as obras do projeto – que vai dar à cidade um novo cartão postal – seguem em ritmo acelerado e deverão estar com sua primeira fase concluída em setembro, mês em que a cidade celebra 72 anos de emancipação política e administrativa, 23 de setembro de 1948. “Temos os recursos garantidos, projeto aprovado e licenças outorgadas. Essa obra vai dar a esta região uma valorização imobiliária sem precedentes, vai se tornar um atrativo para toda a cidade e para quem passa por Várzea Grande. Até a obra pronta, empregos estarão sendo gerados e muitas famílias terão sua renda assegurada por meio dessa iniciativa”, completou a prefeita Lucimar Sacre de Campos.

Estima-se que a obra da Orla em Várzea Grande gere entre 1.800 até 3 mil empregos diretos e indiretos, o que é significativo neste momento de dificuldades e desaceleração econômica.

Considerando as novas normas sanitárias determinadas por autoridades em Saúde Pública, o canteiro de obras está sendo mais otimizado, sem a necessidade de aglomeração. Técnicos do Município, que acompanharam a prefeita na visita, destacam que os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) têm sido utilizados de forma correta. “O setor da construção civil e construção pesada tem como praxe o cuidado adicional com a saúde. Algumas adaptações em relação ao distanciamento foram aplicadas, orientações reforçadas, e assim, o trabalho pôde seguir, sem paralisações”, explica o assessor de gestão da Secretaria Municipal de Assuntos Estratégicos de Várzea Grande, Enodes Soares Ferreira.

Na vistoria, a prefeita e sua equipe constaram in loco os avanços dos trabalhos. O acesso, Avenida Júlio Müller acaba ficando prejudicado por causa das obras. Nesse momento, as obras estão focadas no muro de gabião, intervenção necessária para conter a erosão da margem do rio Cuiabá, que faz limite com a via. Esse tipo de edificação, o muro de gabião, é produzido com malha de fios de aço doce recozido e galvanizado, em dupla torção, amarradas nas extremidades e vértices por fios de diâmetro maior. São preenchidos com seixos ou pedras britadas.

Essa parte do trabalho é tida como ‘pesada’ e emprega muito maquinário, o que contribui para aplicação das normas de higienização e de distanciamento entre os trabalhadores. Para esta etapa foi necessária ainda o bloqueio total da avenida, ação que se seguirá até setembro. “Nossa intenção é entregar o projeto o mais rápido possível para o várzea-grandense. No entanto, não abrimos mão da qualidade e da segurança dos trabalhadores, técnicos e engenheiros que passam e passarão pela obra”.

FASE ATUAL – A Avenida Júlio Müller estará sob interdição total no trecho entre a Avenida da FEB, ponte Júlio Müller até o acesso à rua Sebastião dos Anjos. Nos primeiros meses das obras, a pista estava liberada em meia faixa, permitindo acesso no sentido FEB ao bairro, mas desde a primeira quinzena desse mês ficou bloqueada.

As orientações repassadas pela Guarda Municipal, pelos técnicos responsáveis e por agentes da secretaria de Mobilidade Urbana, para quem trafegar pelo local são as seguintes: veículos de passeio e comerciais leves podem optar pela rua Vereador Abelardo e em seguida entrar na rua Sebastião dos Anjos para acessar a ponte Sérgio Motta e outros trechos da Avenida Júlio Müller. A Travessa Independência, paralela a Avenida Júlio Müller, não está obstruída e dá acesso à Avenida da FEB, tanto para quem vai para Cuiabá, como também, precisa retornar para o Centro de Várzea Grande.

Quem vier pela ponte Sérgio Motta sentido ponte Júlio Müller, vai transitar pela Avenida Júlio Müller até chegar à rua Sebastião dos Anjos, que passa a ser desvio obrigatório.

Já os veículos pesados e de carga o trajeto indicado é seguir pela Avenida da FEB, em Várzea Grande, em direção à Avenida Beira Rio, em Cuiabá e então retornar pela ponte Sérgio Motta e assim, acessar novamente a Avenida Júlio Müller. Essa orientação é necessária porque a rua Sebastião dos Anjos, que corta os bairros Alameda e Construmat, possui muita movimentação de pedestres, ciclistas e carros de passeio.

A OBRA – “O projeto finalizado será o mais novo cartão postal da cidade. O empenho na transformação do local tem dois grandes objetivos: resolver a erosão, um problema ambiental que a região enfrenta e que já vem tomando conta de uma extensão considerável da margem várzea-grandense do rio Cuiabá. Por outro lado, o poder público municipal cria mais um espaço de convivência e de referência para as famílias, na principal porta de entrada à cidade, via ponte Júlio Müller, que liga Várzea Grande ao tradicional e histórico bairro do Porto, em Cuiabá”, pontuou a prefeita.

Conforme o projeto, serão reurbanizados, revitalizados e recuperados 700 metros de extensão às margens do rio Cuiabá. O projeto da ‘Orla da Alameda Júlio Müller’ tem início na Avenida da FEB, junto à ponte Júlio Müller e se estende até a rua Sebastião dos Anjos, uma das principais vias do bairro Alameda. 

O complexo abrigará lanchonetes, pergolados, escadas, rampas de acesso, parque infantil, pista de caminhada, mirante, centro cultural, auditórios, sanitários, bancos e calçadões por toda sua extensão. O projeto arquitetônico sustentável está distribuído em dois níveis, um mais próximo ao rio e outro no nível da rua, com espaços voltados à contemplação do rio e da natureza ao redor.

Foto: Prefeitura de VG

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Governo libera R$ 5,2 bilhões para reforçar assistência social e saúde

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O Ministério do Planejamento e Orçamento autorizou nesta quarta-feira (27) a liberação de crédito suplementar de R$ 5,166 bilhões nos orçamentos Fiscal e da Seguridade Social da União para reforçar despesas de diversos órgãos do Executivo.

De acordo com a Portaria nº 485/2026, os recursos serão remanejados por meio da anulação de dotações orçamentárias já existentes.

A maior parcela do crédito, de R$ 4,726 bilhões, será destinada ao Fundo Nacional de Assistência Social para o pagamento do Benefício de Prestação Continuada (BPC) à pessoa com deficiência e da Renda Mensal Vitalícia (RMV) por invalidez. O valor representa cerca de 90% do montante total autorizado.

Os maiores destinatários do crédito suplementar são:

  1. benefício de Prestação Continuada (BPC) e RMV por invalidez: R$ 4,7 bilhões;
  2. assistência farmacêutica do SUS: R$ 387,6 milhões;
  3. preservação e acesso ao patrimônio cultural da saúde: R$ 653,3 mil;
  4. ensino profissional marítimo militar: R$ 27,4 milhões;
  5. projetos de desenvolvimento sustentável local integrado: R$ 10,6 milhões;
  6. administração do Ministério da Agricultura: R$ 10,9 milhões;
  7. auxílio-moradia de agentes públicos do Ministério da Justiça: R$ 463 mil;
  8. sentenças judiciais da Nuclebras Equipamentos Pesados (Nuclep): R$ 2,3 milhões.

Saúde

O valor destinado ao Fundo Nacional de Saúde serão usados na assistência farmacêutica do Sistema Único de Saúde (SUS). Os recursos servirão tanto para aquisição e distribuição de medicamentos da atenção básica quanto para o fornecimento de medicamentos de componente especializado em diversos estados.

Entre as unidades da Federação que receberão os maiores reforços estão:

  • São Paulo, com R$ 66 milhões; 
  • Paraná, com R$ 56,9 milhões; 
  • Rio Grande do Sul, com R$ 48,2 milhões; 
  • Minas Gerais, com R$ 30,4 milhões; 
  • Goiás, com R$ 26,4 milhões.

Remanejamento de recursos

Segundo o texto, a abertura do crédito suplementar será viabilizada por meio da anulação de dotações de diversos órgãos e programas federais.

Entre as principais fontes dos recursos estão valores destinados a subvenções econômicas para operações agropecuárias, transferências do setor energético, despesas de pessoal de diferentes órgãos federais e programas da área de saúde.

Também foram canceladas dotações relacionadas a aposentadorias e pensões civis da União em universidades federais, institutos federais de educação e hospitais universitários, além de recursos originalmente destinados a benefícios previdenciários, assistência social, defesa nacional e outras ações governamentais.



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