Mato Grosso

“O Podemos vai lutar com todas as forças para manter a totalidade de senadores” afirma Medeiros

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

Mesmo com a confirmação da cassação da cassação da senadora Selma Arruda, seu partido, o Podemos, parece ainda ter esperanças de reverter a situação, tanto, que evita falar sobre as eleições suplementares previstas para acontecer ainda no primeiro semestre de 2020.

O deputado federal e ex-senador, José Medeiros, afirmou em entrevista para o Programa Resumo do Dia, que a direção nacional do partido tem orientado seus filiados a não falar sobre as eleições, já que a sigla pretende aguardar o resultado de eventuais recursos da defesa da senadora cassada.

“Como ela encontra-se ainda no mandato, o Podemos, até por respeito a senadora, não autorizou ninguém a tratar do tema”, afirmou Medeiros.

Medeiros afirmou ainda que o partido tomará uma decisão sobre se lança um candidato a vaga, somente depois que a direção nacional, composta pela presidente Renata Abreu e o cacique do partido, Álvaro Dias.

 “Aí vai ser uma decisão da executiva nacional e eles vão discutir quem seria esse nome. O Podemos tem nomes extraordinários aqui. Como eu disse eles vão definir: a presidente Renata [Abreu], o [senador] Álvaro Dias. São eles que vão definir”, disse.

Porém, Medeiros fez questão de afirmar que a sigla pretende obter o maior número de senadores e que com isso, caso haja uma nova eleição, o que é tido como certeza por especialistas, que o partido terá candidato

 “A única coisa que o Podemos abriu foi o seguinte: quando e se isso acontecer, o Podemos vai lutar com todas as forças para manter a totalidade dos senadores que tem porque a meta do Podemos é se tornar a maior bancada do Senado e para isso precisa manter o número de senadores”.

Foto: Vinícius Loures/Câmara dos Deputados

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

Publicados

em


Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

Fonte: Ministério Público MT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA