Mato Grosso
“O governador está liberado para não se queimar com os demais companheiros da coligação” diz Júlio Campos
Mato Grosso
Da Redação
As eleições para o Senado Federal estão movimentando os bastidores da política, neste momento, os partidos políticos correm contra o tempo para definirem seus candidatos, assim como possíveis alianças para concorrer ao pleito.
O Democratas, partido do governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, é um dos partidos que deve lançar candidatura para o pleito, porém, um dos maiores impasses que a sigla enfrenta, é a possibilidade do candidato não ter o apoio necessário de Mendes, que enfrenta um grande dilema, já que dois aliados das eleições de 2018 também anunciaram que pretendem ser candidatos. Um deles, é o vice-governador do Estado, Otaviano Pivetta (PDT), que já manifestou o interesse em disputar a vaga, o segundo, seria o ex-deputado Carlos Fávaro (PSD), que ficou em terceiro lugar nas eleições de 2018 e que inclusive teve o pedido para assumir o cargo a ser deixado por Selma Arruda negado.
De acordo com o ex-senador Júlio Campos, uma das lideranças do Democratas e que já se manifestou publicamente quanto a sua candidatura para pleitear a vaga, o partido dará o prazo de até o dia 14 de fevereiro para que os interessados em disputar a vaga se manifeste, até o momento, há dois nomes inscritos, de Júlio Campos e do deputado estadual Dilmar Dal’Bosco, a data estipulada para a escolha definitiva para a escolha do candidato será no próximo dia 17 de fevereiro.
Em relação ao governador, Júlio Campos defendeu que Mendes permanecesse neutro, já que segundo Campos, ele se encontra em uma situação difícil politicamente. “Pedimos ao governador que permaneça neutro, pois ele está em uma situação difícil politicamente, já que dois aliados da nossa coligação de 2018, o vice-governador Otaviano Pivetta e o ex-deputado estadual Carlos Faváro também têm interesse em disputar o Senado, então vamos com tranquilidade liberar o governador até que se defina o processo político, a partir de março”, afirmou Campos,
Ao ser questionado se Mendes apoiaria publicamente o candidato do Democratas após a definição, Júlio Campos, defendeu a neutralidade do governador, e disse ainda que Mendes está liberado para ‘não se queimar’ com os demais companheiros. “Ele está liberado para não se queimar com os demais companheiros da coligação, eu acho que ele deveria permanecer neutro”. Finalizou.
A Executiva Estadual da sigla, se reuniu nesta terça-feira (28) no Palácio Paiaguás, sede do Governo do Estado, juntamente com Mauro Mendes e outras lideranças da sigla, como o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Eduardo Botelho e o senador Jaime Campos para definir os rumos do partido nas eleições complementares.
Ao que tudo indica, a tendência dentro do partido, será o lançamento da candidatura de Júlio Campos e a neutralidade de Mauro Mendes durante o período de campanha eleitoral, que será iniciada no dia 11 de março.
ELEIÇÃO SUPLEMENTAR
Uma Eleição Suplementar foi convocada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), após a confirmação da cassação da senadora Selma Arruda (Podemos) em dezembro de 2019. Na ocasião, os ministros do Supremo Tribunal Eleitoral (TSE) decidiram por unanimidade pela manutenção da cassação de Selma Arruda, além disso, foi determinado que uma nova eleição fosse realizada no prazo máximo de noventa dias.
O processo de cassação da senadora se iniciou em abril de 2019, após denuncias da prática do chamado ‘caixa dois de campanha’, além disso, Selma foi acusada de abuso de poder econômico.
No último dia 22 de janeiro, o pleno do TRE-MT decidiu que a eleição seria realizada no dia 26 de abril e que os partidos teriam até o dia 12 de março para realizarem as suas convenções, assim, no dia 17 de março, os candidatos deverão ser registrados.
Foto: Marcelo Sant’ana
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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